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FaceApp
reconhecimento facial

FaceApp: os perigos do uso de reconhecimento facial para simular identidades

Na última semana, as redes sociais foram tomadas pela presença do aplicativo FaceApp, que sugere transformações na face do usuário a partir de uma selfie. O motivo pela volta da marca foi a liberação gratuita do filtro “mudança de gênero”, que apresenta uma versão masculina ou feminina da pessoa.  Acontece que essa não é a primeira […]

Publicado: 01/05/2026 às 03:06
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3 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Na última semana, as redes sociais foram tomadas pela presença do aplicativo FaceApp, que sugere transformações na face do usuário a partir de uma selfie. O motivo pela volta da marca foi a liberação gratuita do filtro “mudança de gênero”, que apresenta uma versão masculina ou feminina da pessoa. 

Acontece que essa não é a primeira vez que o aplicativo vira notícia: no ano passado, o mesmo FaceApp lançou um filtro que mostrava de forma muito realista a versão mais velha do usuário, por meio da análise de uma selfie.

O problema: questões sérias de privacidade foram levantadas na época, já que a empresa poderia vender as selfies das pessoas, que estão armazenadas em seus bancos de dados, para empresas do ramo de reconhecimento facial. 

No período, a situação foi levada tão a sério que o Procon chegou a notificar Apple e Google, que possuem lojas de aplicativo, para prestarem esclarecimentos sobre a política do app para questões como coleta e uso de dados dos consumidores. Com o retorno do app, essas preocupações sobre segurança voltam à tona. 

Potencial para uso malicioso 

De acordo com Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky, o app não possui nenhum item malicioso. No entanto, pelo fato de o reconhecimento facial ser uma tecnologia usada principalmente para a autenticação de senhas, o usuário deve ter bastante cuidado ao compartilhar sua imagem com terceiros.  

“Temos que entender essas novas maneiras de autenticação como senhas, já que qualquer sistema de reconhecimento facial disponível a todos pode acabar sendo usado tanto para o bem quanto para o mal”, alerta o especialista da Kaspersky. 

Segundo Assolini, por utilizar IA para fazer as modificações a partir do reconhecimento facial, a empresa dona do app pode vender essas fotos para empresas desse tipo. “Além disso, é preciso ter consciência que esses dados estão armazenados em servidores de terceiros, e que também podem ser roubados por cibercriminosos e utilizados para a falsificação de identidades”, acrescenta. 

Dicas de download

 Ao baixar apps, a Kaspersky recomenda que os usuários: 

  • Tenham certeza de que o aplicativo é de confiança e está nas lojas oficiais; 
  • Leiam os termos de privacidade para entender que informações são solicitadas; 
  • Entendam o reconhecimento facial como uma senha – não saia utilizando em todos os lugares; 
  • Sempre verifiquem quais permissões são solicitadas, como login associado à uma conta existente em determinada rede social. 
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