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Novas regras de Pequim sobre exportação de tecnologia pode prejudicar venda de negócios do TikTok

Novas regras de exportação de tecnologia avançada em Pequim colocam em dúvida planos da ByteDance de vender as operações americanas do aplicativo TikTok, segundo reportagem do Financial Times. Na última sexta-feira (28), o Ministério do Comércio da China revelou que o governo expandiu a lista de tecnologias sujeitas a controles de exportação, incluindo novas regras […]

Publicado: 26/04/2026 às 18:03
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4 minutos
Construção civil — Foto: Reprodução

Novas regras de exportação de tecnologia avançada em Pequim colocam em dúvida planos da ByteDance de vender as operações americanas do aplicativo TikTok, segundo reportagem do Financial Times.

Na última sexta-feira (28), o Ministério do Comércio da China revelou que o governo expandiu a lista de tecnologias sujeitas a controles de exportação, incluindo novas regras relacionadas à inteligência artificial. O TikTok é baseado em algoritmos que analisam o comportamento do usuário para enviar conteúdo personalizado.

De acordo com a publicação, a lista atualizada de exportações controladas não era alterada desde 2008. As restrições foram ampliadas para dar conta de “serviços de recomendação de informações personalizadas com base em análise de dados”.

A inclusão na lista significa que as empresas devem obter aprovações governamentais adicionais para a exportação de certas tecnologias.

Pessoas próximas as negociações de venda do TikTok disseram que a decisão do governo chinês pode atrapalhar os planos da ByteDance de chegar a um acordo preliminar, que era esperado ainda esta semana, diz o jornal. Qualquer negócio agora demoraria mais para ser avaliado à luz das mudanças no controle de exportação, disseram as pessoas.

Mesmo correndo o risco de enfrentar oposição do governo chinês, a ByteDance ainda pode chegar a um acordo em breve com um comprador americano para o TikTok, disseram as pessoas ao jornal.

“[Zhang] Yiming está tentando o melhor para fazer a coisa certa, mas há muitas coisas fora de seu controle”, disse uma pessoa envolvida nas negociações, referindo-se ao Presidente-Executivo da ByteDance.

Cui Fan, Conselheiro do governo chinês, disse à agência de notícias estatal Xinhua que a ByteDance deve “seriamente e com cautela” decidir se suspende suas negociações de venda como resultado das novas regras.

“Estamos estudando os novos regulamentos que foram lançados na sexta-feira. Como em qualquer transação internacional, seguiremos as leis aplicáveis, que neste caso incluem as dos EUA e da China”, disse Erich Andersen, Conselheiro Geral da ByteDance.

Cui Fan, que também é professor da Universidade de Negócios Internacionais e Economia de Pequim, disse ao FT que as mudanças nas regras de exportação de tecnologia da China estavam em discussão desde 2018. Mas a China as estava introduzindo agora em parte por causa da “atual situação internacional”.

Microsoft, Oracle e Walmart demonstraram interesse em comprar o TikTok. A Oracle e a Microsoft se recusaram a comentar os desenvolvimentos, enquanto o Walmart não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários, diz a reportagem.

A pressão para que a ByteDance vendesse seus negócios dos Estados Unidos a empresas americanas não agradou o governo chinês. Segundo a publicação, na China, o ByteDance enfrentou uma reação negativa devido à percepção de que estava se curvando à pressão dos EUA.

Recentemente, o TikTok abriu um processo contra o governo dos Estados Unidos sob a alegação de que a ordem executiva privou a companhia de se defender juridicamente.

No início de agosto, o Presidente Donald Trump impôs um prazo para as operações do TikTok no país até 15 de setembro. Dessa forma, a empresa se viu pressionada a parar de operar nos EUA ou vender seus negócios para empresas americanas.

A reportagem lembra ainda que no mesmo período, Trump disse que estava dando às empresas americanas 45 dias para pararem de negociar com o WeChat, um aplicativo chinês de mensagens de propriedade da Tencent.

O presidente dos Estados Unidos sinalizou que pode adotar uma abordagem semelhante em relação a outras empresas chinesas, incluindo o grupo de comércio eletrônico Alibaba.

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