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E-commerce: faturamento de R$ 14,8 bilhões no Brasil em 2010

Pesquisa da e-bit aponta que vendas do varejo online cresceram 40% em relação a 2009; expectativa para 2011 é que faturamento do setor chegue a R$ 20 bilhões.

Publicado: 26/05/2026 às 20:14
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E-commerce: faturamento de R$ 14,8 bilhões no Brasil em 2010
Construção civil — Foto: Reprodução

O comércio eletrônico brasileiro faturou 14,8 bilhões de reais em 2010, o que representa aumento de cerca de 40% em relação ao resultado de 2009, de acordo com a 23.ª edição da pesquisa WebShoppers, divulgada nesta terça-feira (22/3) pela consultoria e-bit.

O resultado superou a expectativa de faturamento de 14,5 bilhões de reais para o setor, prevista anteriormente pela consultoria. A compra média em 2010 foi avaliada em 373 reais.

Considerando usuários que compraram online desde o início da medição, em 2001, o total de consumidores que já fizeram compras na internet brasileira atingiu 23 milhões de pessoas no ano passado, o que representou um acréscimo de 5,4 milhões em relação aos 17,4 milhões de pessoas registradas até o fim de 2009.

Maturação
Para o diretor geral da e-bit, Pedro Guasti, o e-commerce passa por um período de maturação. “As vendas no setor superaram nossas expectativas iniciais para o ano. Isso se deve à grande aceitação que esse tipo de comércio vem tendo por parte dos brasileiros, cada vez mais confiantes em comprar online. Paralelamente a isso, percebemos que não estão apenas comprando mais, mas comprando produtos de maior valor agregado, como eletrodomésticos, informática, eletrônicos e telefonia, mais especificamente notebooks, desktops e televisores de tecnologia avançada”, disse o executivo.

Em 2010, pela primeira vez os eletrodomésticos alcançaram o primeiro lugar no ranking das categorias de produtos mais vendidos, representando 14% do total. “Nos últimos anos, constatamos um consumidor com um perfil diferente. Este consumidor, da classe C, entra de outra forma na internet e considera os relatos positivos de parentes e amigos. Além disso, ele leva em conta marcas conhecidas dentro da internet para fazer compras, como Carrefour, Casas Bahia etc”, informou Guasti.

Além da confiabilidade, para o diretor geral da e-bit a percepção de preços menores em relação ao varejo tradicional e os prazos mais dilatados para pagamento também contribuíram para o aumento das vendas de produtos com maior valor agregado. A categoria de livros, assinaturas de revistas e jornais ficou em segundo lugar entre as mais vendidas, seguida por saúde, beleza e medicamentos; informática e eletrônicos.

O resultado de 2010, segundo a e-bit, foi influenciado pelas vendas proporcionadas pela Copa do Mundo. O evento impulsionou a venda de TVs de tela fina, especialmente LCD. Segundo Guasti, outrros fatores que contribuíram para o desempenho do setor foram a entrada de novos players, a consolidação dos grandes grupos de varejo e o aumento da renda do consumidor.

Perspectiva 2011
A expectativa da e-bit para 2011 é que o setor alcance um faturamento ao redor de 20 bilhões de reais, o que representaria uma expansão ao redor de 30%. O setor deve atrair mais pessoas comprando pela internet.  Só no primeiro semestre do ano são esperados cerca de 4 milhões de novos entrantes no setor, chegando assim, a 27 milhões de e-consumidores que realizaram, ao menos, uma compra online. 

“Devemos aumentar ainda mais nossa participação na América Latina. O faturamento no primeiro semestre de 2011 deve ser de 8,8 bilhões de reais, valor superior ao de todo o ano de 2008”, afirmou Guasti. “O bom rendimento do canal não deve parar e seguirá com crescimento significativo esse ano. Com a maior consolidação do setor, aliada às novas ferramentas que auxiliam os consumidores na hora de realizar uma compra, como as redes sociais, o faturamento do e-commerce brasileiro deve continuar sua expansão, ainda que num ritmo menor que o ano passado”, conclui o diretor geral da e-bit.

Algumas categorias devem ganhar ainda mais destaque durante o ano, como é o caso de moda e acessórios. Hoje, a categoria ocupa a 6.ª colocação no ranking das categorias mais vendidas do canal, com aproximadamente 5% no share total. Há quatro anos, a categoria era posicionada abaixo da 20.ª colocação.

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