ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Brasileiro integra grupo de desenvolvimento do notebook de US$ 100

Mantenedor do kernel do Linux 2.4, Marcelo Tosatti é oficializado como funcionário da Red Hat para programar sistema operacional do OLPC.

Publicado: 27/03/2026 às 21:22
Leitura
4 minutos
Brasileiro integra grupo de desenvolvimento do notebook de US$ 100
Construção civil — Foto: Reprodução

O projeto da organização OLPC de distribuir notebooks de US$ 100 para crianças carentes em países em desenvolvimento conta agora com um brasileiro em seu time de desenvolvimento. A Red Hat confirmou nesta quarta-feira a contratação do programador Marcelo Tosatti para integrar o time responsável pelo sistema operacional do notebook.

“Vou trabalhar aqui em Porto Alegre com o desenvolvimento do kernel para o laptop e também com a infra-estrutura da suíte de softwares, mexendo com compiladores e a biblioteca de softwares básicas”, confirmou, por telefone, Tosatti nesta quarta, em entrevista exclusiva do IDG Now!.

O curitibano de 23 anos ganhou notoriedade em 2001 quando o próprio Linus Torvalds, desenvolvedor do sistema operacional de código aberto Linux, o escolheu para manter o kernel (núcleo de comandos do sistema) 2.4 do Linux.

Antes de ir para Red Hat, Tosatti trabalhava na empresa curitibana Cyclades desde setembro de 2003. Anteriormente, o programador tinha trabalhado durante seis anos na companhia curitibana Conectiva.

Tosatti faz parte do time comandado pelo programador Chris Blizzard, no desenvolvimento da versão especial do sistema operacional Fedora, da Red Hat, que integrará o notebook educacional.

“Vou fazer parte do time que desenvolve os aplicativos básicos do laptop de US$ 100. Por mexer no Kernel, invariavelmente, temos que mexer em alguns programas, mas o foco é o sistema básico”, afirma.

A oficialização da contratação de Tosatti, anunciada sem grande alarde pelo site da OLPC no começo de maio, coincide com a publicação das primeiras fotos do notebook de US$ 100 em funcionamento, na conta do serviço Flickr do programador norte-americano Pete Barr-Watson.

“Realmente, o OLPC já está funcionando. O Linux está “bootando” e já começamos a distribuir para desenvolvedores uma versão pré-A da placa principal que deverá ser usada como base para sua construção”.

Nas fotos, é possível ver Nicholas Negroponte, responsável pelo projeto, apresentando a interface principal do sistema operacional Fedora, assim como aplicações gráficas, a um grupo.

Gordura no Linux
O principal foco do grupo comandado por Blizzard será “enxugar” o tamanho do sistema operacional, para que haja um aproveitamento melhor dos limitados recursos oferecidos pelo hardware do notebook.

Em entrevista ao IDG Now!, Negroponte afirmou que o Linux precisava de uma dieta, por ter ficado pesado demais tamanho o número de aplicações inúteis que muitas distribuições carregavam.

“Isto é um fato. Sabemos do problema que, no geral, os aplicativos são muito “gordos” para esta aplicação”, afirma Tosatti. “Mas nem todas as bibliotecas do sistema original da Red Hat farão parte do notebook. E já existem várias iniciativas técnicas para diminuir o tamanho e melhorar o consumo de recursos do kernel”.

O programador afirma as restrições impostas ao Linux pelo ambiente enxuto do notebooks de US$ 100 poderá ser usado como trunfo, posteriormente, pelo próprio mercado de Linux em desktops. “Sem dúvida haverá um impacto no software, por que estas restrições farão com que as distribuições de Linux sejam aprimoradas. Pro Linux e pra comunidade de software livre, (a dieta do sistema operacional) é um grande empurrão”.

Fora da programação básica, aplicativos educacionais do laptop da OLPC ficarão em cargo de outro grupo: educadores entusiastas do projeto.

“Percebemos um grande interesse de muitos colaboradores que não conhecem software livre ou o Linux. São pessoas mais focadas no desenvolvimento pedagógico do software”, explica.

Esses colaboradores, fora da comunidade do software livre, são responsáveis pelas idéias dos aplicativos que serão integrados ao notebook. Programadores contratados pela OLPC receberão os projetos e estudarão sua viabilidade no notebook.
Segundo o cronograma divulgado por Negroponte, os primeiros notebooks educacionais do OLPC devem chegar aos governos dos mercados emergentes, Brasil incluindo, entre o final de 2006 e o começo de 2007.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas