Transação anunciada nesta segunda-feira (11/4) dará origem a uma empresa com instalações de rede em 50 países e receita combinada de US$ 6 bilhões.
A provedora de infraestrutura de comunicações Level 3
anunciou a compra da Global Crossing, que fornece serviços de redes IP e
Ethernet e gerencia data centers, em uma transação baseada na troca de ações.
A Level 3 pagará cerca de 3 bilhões de dólares pela Global Crossing,
mas também assumirá uma dívida de cerca de 1,1 bilhão de dólares, afirmaram as
duas empresas, em comunicado.
A empresa resultante da fusão será responsável por
instalações de rede em 50 países e terá receita combinada de mais de 6 bilhões
de dólares.
Na América Latina, a Global Crossing tem 15 redes metropolitanas
e 15 data centers, três deles no Brasil – em Cotia (SP), no Rio de Janeiro e em
Curitiba (PR). A empresa também opera no país um backbone de rede terrestre que
atende a diversas cidades, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Londrina
(PR), Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília
(DF), Recife (PE), Salvador (BA) e Fortaleza (CE).
“Sem paralelo”
A compra vai criar uma empresa global de comunicações “sem
paralelo”, afirmou Jim Crowe, CEO da Level 3. Essa empresa terá acesso a
mercados internacionais de rápido crescimento, e terá uma oferta equilibrada de
serviços de telecom e banda larga, afirmou o CEO em encontro com jornalistas.
Os benefícios do acordo são “claros e poderosos”,
acrescentou. As redes IP da empresa vão oferecer serviços para 70 países e
serão capazes de reduzir custos da ordem de 300 milhões de dólares por ano,
disseram representantes das empresas.
Além disso, a empresa vai oferecer serviços “extensivos” com
foco em grandes clientes, incluindo soluções de transporte, dados e IP; entrega
de conteúdo; data center, colocation e serviços de voz.
A Global Crossing vai contribuir com a oferta de serviços da
Level 3 por meio de serviços gerenciados, de colaboração e redes virtuais
privadas intercontinentais.
Alcance global
Os serviços da Level 3 são oferecidos principalmente no
mercado dos Estados Unidos, enquanto a Global Crossing tem como alvo Europa,
Japão e outros mercados.
“Este tipo de combinação tem sido alvo de conversas há anos”,
disse John Legere, CEO da Global Crossing. “Nós tentamos juntar as empresas
diversas vezes nos últimos anos.”
O acordo vai criar uma empresa “extremamente bem posicionada”,
acrescentou Legere. A aquisição vai dar à empresa uma escala maior, mais
recursos e um portfólio mais amplo de serviços, afirmou.
As empresas esperam concluir o acordo até o fim do ano. A
aquisição está sujeita a aprovação regulatória e deverá passar por análise pelo
Departamento de Justiça e pela Comissão Federal de Comunicações dos EUA.