Oi aposta em desbloqueio de aparelhos e oferta de pacotes de serviço para ganhar e manter clientes; Claro diz que investiu em qualidade de serviço.
Prestes a entrar no mercado de São Paulo, onde deve começar a atuar na primeira quinzena de outubro, a Oi define a portabilidade numérica como “só mais um dos fatores do mercado” com os quais a operadora vem trabalhando.
Roderlei Generali, diretor de mercado da Oi em São Paulo, enumera o desbloqueio de aparelhos e a oferta de pacotes que combinam banda larga, telefonia fixa e móvel como os outros fatores – e a aposta da operadora para ganhar mercado e manter seus atuais clientes.
A oferta de serviços de telefonia fixa em São Paulo se dará principalmente no mercado corporativo, já que a Oi conta com a rede da Pegasus Telecom, comprada pela operadora em 2003 e cujo negócio foi aprovado pela Anatel em 2004. “Já temos um backbone bastante interessante para irmos para este mercado com a estratégia da convergência, que sempre ficou falha, porque não tínhamos mobilidade”, comenta.
Para o varejo, Generali informa que, em alguns casos, a rede da operadora chegar a algumas localidades com telefonia fixa, mesmo para o varejo. “Também é um lado que a gente pode vir a começar a trabalhar”, informa. Mas o foco para o consumidor final é oferecer banda larga móvel, por meio da rede de terceira geração de telefonia móvel
A Claro, que há algumas semanas travou uma batalha jurídica com a Oi devido a uma campanha sobre desbloqueio de aparelhos, diz que investiu em qualidade de serviço como forma de se preparar para a chegada da portabilidade. “Basicamente a portabilidade vai levar o cliente a permanecer pela satisfação com a operadora”, observa Erik Fernandes, diretor de marketing da Claro.
Preço promocional de aparelhos é um dos fatores apontados por Fernandes como um aspecto que conta para que o consumidor se sinta satisfeito com a operadora. E o executivo garante que a portabilidade não causará impactos na notadamente agressiva política de subsídios da Claro.
“Portabilidade não tem nada a ver com subsídio, que é uma questão econômica simplesmente. Você pode ter estratégias para diferentes segmentos”, afirma, acrescentando que ampliação da cobertura, da qualidade e do número de canais de atendimento ao cliente como outros pontos que a operadora procurou reforçar para garantir a satisfação de seus consumidores.
A Claro não revela quanto investiu em treinamento de pessoal e tecnologia devido à portabilidade. Já a Oi informa que treinou mais de 15.000 pessoas de seu contact center e outras 30.000 da área de operações, além de ter realizado alterações em 5.600 centrais. O investimento foi de 400 milhões de reais.
“A portabilidade vai fazer com que os clientes que não vieram para nossos pacotes por causa do número do telefone e que, em geral são clientes mais antigos em mobilidade, possam avaliar se somos a companhia de telecom mais adequada para eles”, afirma.