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ESG: comecemos pela essência dos conceitos

Antes de inaugurar este espaço com um tema tão relevante, que são os 3 principais motivos para uma empresa melhorar seus indicadores ambientais, sociais e de governança, quero agradecer enormemente o convite desta casa para fazer parte do corpo de colunistas residente. Minha história com a IT Mídia e com o IT Forum é de […]

Publicado: 25/03/2026 às 23:51
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5 minutos
Gráfico 3D em forma de globo destacando conceitos de ESG (Environmental, Social, Governance), com ícones representando sustentabilidade, sociedade e governança, em um fundo moderno e tecnológico (ESG, sustentabilidade, futuro sustentável, materialidade)
Construção civil — Foto: Reprodução

Antes de inaugurar este espaço com um tema tão relevante, que são os 3 principais motivos para uma empresa melhorar seus indicadores ambientais, sociais e de governança, quero agradecer enormemente o convite desta casa para fazer parte do corpo de colunistas residente. Minha história com a IT Mídia e com o IT Forum é de longa data. Há alguns vários anos participei da criação do IT Forum em Comandatuba, evento que é hoje o mais relevante do mercado de tecnologia no País.

Como repórter integrante da redação da InformationWeek apoiei em conteúdo e curadoria do projeto que nunca imaginei se tornar este gigante que é hoje – visionários que são os dirigentes desta companhia. Quem já trabalhou na IT Mídia sabe do que estou falando. Depois de um tempo, ainda voltei à casa como editora em uma passagem rápida antes de mergulhar no mercado corporativo, onde estou hoje.

Mas como cheguei até aqui? Minha jornada foi de jornalista a jornalista ultra especializada em Tecnologia da Informação. Quinze anos depois eu tomei a decisão de deixar as redações para abraçar uma posição na empresa alemã SAP, assumindo três anos depois a cadeira de Diretora de Comunicação.

E foi aí que ganhei um presente: vinha com meu novo cargo um trabalho desbravador de Responsabilidade Social Corporativa, com criação e execução de diversos projetos de impacto na sociedade, especificamente para jovens e população em geral em situação de extrema vulnerabilidade social. E assim desenvolvi diversos projetos sobre os quais posso falar em alguma outra coluna.

Desde 2020 assumi também a coordenação do Comitê de Sustentabilidade (ESG) da SAP Brasil. Na prática, isto significa unir diferentes áreas para conversar em conjunto, criar pontes entre departamentos e entre a companhia e o cliente, em um ambiente colaborativo.

E só aí já se começa a falar de ESG. A troca sempre foi mais rica do que eu jamais imaginaria. Áreas de Facilities, Procurement, Finanças, Vendas, Marketing, RH e outras, juntas, conversando sob a ótica ESG traz ganhos enormes, porque encurta caminhos e decisões e faz a empresa mover ponteiros mais rapidamente. Fora isso, é sempre uma conversa inspiradora.

Há muito o que se falar sobre ESG como forma de impulsionar o negócio a prosperar (claro), enquanto se resolve problemas da sociedade e do meio ambiente. Na prática – e aqui vou falar muito de ESG na prática –, é assim que tem de ser. As empresas privadas, abertas ou não, tem por objetivo o lucro. No entanto, não é possível que seja o lucro a qualquer custo. É preciso lucrar enquanto se cuida do meio ambiente, das questões sociais e com ética e governança corretas.

Mas por quê? A resposta é simples: porque se não houver planeta e pessoas vivendo bem, em condições dignas, e consumindo, a empresa também não vai existir. Então este é o primeiro ponto. As empresas estarem atentas e sustentabilidade e ESG tem a ver com a sua própria perenidade, com a sua existência no longo prazo.

Não tem a ver com “ser boazinha” ou muito menos com “parecer boazinha” tentando imprimir uma imagem externa daquilo que não é genuíno, o chamado “greenwashing” ou “pinkwashing” ou “rainbowwashing”, como quiserem. Este é o um outro tema sobre o qual vou falar em outro artigo.

Tem também um outro “por quê” muito importante: porque é o certo a ser feito, o ético, o correto. Não há mais espaço para o lucro sem lastro na ética; para o lucro destruindo o meio-ambiente ou para o lucro ainda que usando mão-de-obra análoga à escravidão, para dar alguns exemplos. Vou citar três razões pelas quais não há este espaço, e isto é bom.

A primeira é porque as pessoas estão atentas a estas questões hoje e por esta razão, principalmente as gerações que vêm vindo, não aceitam trabalhar em empresas que tenham sua “imagem manchada” por questões ESG. Na prática, você como empresa vai perder talentos.

Se perder talentos, perde competitividade, porque aquele funcionário brilhante que traz uma boa ideia vai estar no concorrente. Já vi muito isso acontecer no mercado.

A segunda razão é ainda pior: justamente porque as pessoas estão mais atentas a este tema, elas estão menos propensas a consumir de empresas que tenham questões mal resolvidas em relação a ESG. Então, você não só perde talentos como também perde consumidores. E como se isto fosse pouco, há a terceira razão, que é a reputacional em si.

Há estudos que dizem que aproximadamente, em média, 40% do valor de uma ação na bolsa tem lastro na reputação. Uma grande crise reputacional faz as ações da empresa derreterem. Ou seja, você perde muito, muito dinheiro (investidores) se não seguir uma estratégia dentro do pilar ESG.

Portanto, a plataforma ESG é inquestionável nos dias de hoje e o único caminho efetivo nesta jornada é por meio da tecnologia. É sobre isso que vou falar aqui.

* Luciana Coen é jornalista com experiência em cobertura de mercado de TI. Especializada em Comunicação Corporativa, dirige as áreas de Corporate Affairs e Social Responsibility da SAP Brasil. Dirigiu projetos sociais e de colaboração tecnológica na Índia, Moçambique, Amazônia, Paraisópolis e, há 4 anos coordena o Comitê ESG. Sua formação passa por PUC/SP, Syracuse University, FGV, Universidade de Genebra e IBGC. Luciana também é Presidente de Conselho do Instituto Fernand Braudel, Conselheira de Administração da Aberje e Conselheira Consultiva da ONG americana ANDE.

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