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Ano desafiador comprova resiliência das fintechs de crédito

Por Claudia Amira* Base incontestável de qualquer análise, os números, ainda que em elevação, podem não dar conta de representar o real impacto de um movimento na sociedade, já que fatores externos e suas implicações precisam ser levadas em conta na hora de se chegar a uma conclusão acurada. Perfeito exemplo para o preâmbulo acima […]

Publicado: 07/04/2026 às 15:16
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3 minutos
fintechs, startups, desenvolvimento, planos, negócios
Construção civil — Foto: Reprodução

Por Claudia Amira*

Base incontestável de qualquer análise, os números, ainda que em elevação, podem não dar conta de representar o real impacto de um movimento na sociedade, já que fatores externos e suas implicações precisam ser levadas em conta na hora de se chegar a uma conclusão acurada. Perfeito exemplo para o preâmbulo acima é o fato de que as fintechs de crédito registraram aumento de 9% na concessão de recursos financeiros em 2022 na comparação com o ano anterior, o equivalente a quase R$ 14 bilhões, de acordo com a mais recente edição da Pesquisa Fintechs de Crédito Digital, realizada em parceria entre a Associação Brasileira de Crédito Digital – ABCD e a PwC Brasil. 

À primeira vista, chama a atenção a diferença no ritmo de crescimento em relação a 2021, cuja alta foi de 96% no crédito ofertado versus 2020. No entanto, para além dos números, são vários os fatores que precisam ser analisados para a compreensão dessa diminuição  recente de ritmo. 

Antes de mais nada é preciso reconhecer a hostilidade do ambiente econômico do ano passado, com altas taxas de juros, ampliação do contingente de pessoas em situação de inadimplência, queda na capacidade de pagamento e elevação do custo do capital, tudo isso potencializado pelas tensões e incertezas de um ano eleitoral para lá de intenso.

Leia mais: Open Investment já é realidade no Brasil

Outro ponto que merece atenção e deve ser levado em conta é a mudança de cenário. Nos anos anteriores, a aceleração do setor ocorreu principalmente pela crescente demanda combinada a uma série de políticas favoráveis, explosão da inovação e chegada de novos players ao mercado. 

Mais recentemente, com o setor em processo de amadurecimento, naturalmente o foco das empresas de crédito digital se deslocou para outra direção, mais voltada ao crescimento sustentável, manutenção da carteira de clientes, menos exposição ao risco e aperfeiçoamento das operações. Oferta de novos produtos, capazes de gerar receitas adicionais, por exemplo, perderam um pouco de espaço.   

A edição deste ano da pesquisa realizada pela ABCD e PwC destacou também outros indicadores que comprovam a consolidação do segmento. De acordo com o levantamento, 79% das empresas de crédito digital estão em fase de consolidação ou expansão, aumento de cinco pontos percentuais em relação a 2022 – em 2019, o índice das fintechs de crédito nesses estágios era de 49%. 

Desta forma, é seguro afirmar que o setor chega à reta final de mais um ano fortalecido pela comprovação de sua capacidade de superação e resiliência, apoiada em crescimento, inovação e diversificação contínuos. Que venha 2024!

*Claudia Amira é diretora-executiva da Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD)

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