ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250

Citigroup opta por posição diplomática a favor dos fundos

Ao desistir de vender sua participação no capital da Brasil Telecom aos fundos de pensão, Citi encontra maneira segura de resolver imbróglio

Publicado: 10/04/2026 às 19:08
Leitura
3 minutos
Citigroup opta por posição diplomática a favor dos fundos
Construção civil — Foto: Reprodução

Embora pareça um mau negócio, ao desistir de vender sua participação no capital da Brasil Telecom aos fundos de pensão, o Citigroup encontrou uma alternativa mais segura e sem dúvida mais diplomática do que seria a de exercer o seu direito à opção “PUT” contra os mesmos fundos, afirmou fonte próxima às negociações.

O comportamento do grupo financeiro americano mostra maior conservadorismo e menos resistência e ousadia, afirmam fontes do mercado.

Na verdade, exercer a opção “PUT” contra os fundos e receber R$ 100 por ação ordinária da BrT, praticamente o dobro do valor alcançado hoje em bolsa pelos papéis com direito a voto (a BRTP 3 fechou ontem a R$ 45,50, com alta de 5,81%) seria um passo certo em direção ao lucro e à eclosão de uma controvérsia nacional de repercussão negativa de proporção razoável.

Embora os fundos de pensão tenham gestão independente da estatal à qual estão vinculados os seus cotistas, sabe-se que na prática impera uma certa dose de promiscuidade. O assunto poderia vir a público, transformando o Citi em objeto de críticas de personalidades da política. “Se até na possível fusão entre BrT e Oi, uma conseqüência natural de consolidação do mercado envolvendo empresas privadas, o ministro Hélio Costa está opinando, imagine se o Citi decidir cobrar uma grande soma dos fundos de pensão?”, diz executivo do setor que pediu para não ser identificado.

Segurando o pássaro

A atitude do Citi está sendo encarada, portanto, como aconselha o velho ditado que diz que é melhor um pássaro na mão do que dois voando. Na verdade, para o Citi receber a PUT dos fundos, não poderia haver no horizonte nenhum risco de ação judicial envolvendo o Opportunity. “Condição difícil de ocorrer”, pondera fonte próxima às pendengas judiciais que freqüentaram a sociedade desde o seu início. “Era grande a dinâmica do relacionamento dos acionistas da BrT, ora o Citi estava alinhado ao Opportunity contra a Telecom Italia, ora o Opportunity alinhava-se à italiana contra o Citi e assim por diante”.

Ou seja, se não fechar o acordo que está sendo formatado no momento com os fundos, o Citi corre o risco de ficar sem receber coisa nenhuma lá na frente.

O acordo também tem a conveniência de eximir o Citi de desembolsar sua parte na compra da participação da Telecom Italia, sem perda de participação no capital na BrT.

“A mensagem de confiança no mercado de telecomunicações nacional é inequívoca”, garante fonte. “Um grupo americano desse porte acreditando na valorização futura das ações da Brasil Telecom é um dado importante para que esta valorização efetivamente ocorra”, arrisca o analista.

A valorização das ações da BrT pode se dar por diferentes caminhos: pela comentada fusão com a Oi; pela própria pulverização das ações no mercado de capitais, ou pela aquisição da tele por outro grupo. Estariam no páreo, neste caso, a Telefónica, a Telmex ou outra hoje ausente do mercado doméstico, como a China Telecom ou a Vodafone.

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Autor
Notícias relacionadas