*por Viviane Sampaio A empregabilidade no mercado de tecnologia é um tema latente nos fóruns do setor. Atuando como headhunter especializado para as áreas de TI, é possível apontar a dificuldade das empresas em encontrar profissionais sêniores para posições permanentes, ao mesmo tempo em que aqueles que estão iniciando sua carreira se veem com poucas […]
*por Viviane Sampaio
A empregabilidade no mercado de tecnologia é um tema latente nos fóruns do setor. Atuando como headhunter especializado para as áreas de TI, é possível apontar a dificuldade das empresas em encontrar profissionais sêniores para posições permanentes, ao mesmo tempo em que aqueles que estão iniciando sua carreira se veem com poucas oportunidades de ingressar no mercado formal de trabalho. Ao observar o comportamento de consultorias de tecnologia contratadas pelas organizações para apoiar em seus projetos, o perfil esperado por elas requer uma bagagem mais experiente para somar ao time já em sintonia.
De acordo com o que vivenciamos em nosso dia a dia no setor, há um volume expressivo de contratações destinadas à alocação de profissionais para projetos com data determinada, e, nesse cenário, os profissionais mais seniores estão em vantagem. Enquanto isso, talentos que acabam de ingressar no mercado de trabalho, muitas vezes recém-formados ou ainda cursando sua graduação, enfrentam dificuldades para conseguir sua primeira oportunidade.
Há um desafio complexo para reduzir o tempo que o jovem recém-formado na área de tecnologia leva para conseguir se estabelecer no mercado. Para que essa equação seja resolvida, é necessário o empenho das empresas – e até entidades públicas — em desenvolver esses profissionais. Programas de capacitação e incentivos fiscais para companhias que se dedicam ao aprimoramento desta nova geração são algumas alternativas para que essa lacuna seja amenizada ao longo do tempo.
ONGs como a Generation, que forma profissionais de desenvolvimento de software e os capacita para entrevistas, o Asam (Centro de Apoio ao Jovem), que intermedia a alocação de Jovens Aprendizes, o Nurap (Núcleo de Aprendizagem Profissional e Assistência Social) são alguns exemplos de organizações que realizam um trabalho fundamental em prol de oportunidades para todos.
Uma dica que compartilho para quem está ingressando no mercado é atentar-se às habilidades comportamentais mais valorizadas nas empresas de tecnologia atualmente, como: discrição para lidar com informações sigilosas, comunicação clara e objetiva e capacidade analítica e de negociação para lidar com demais áreas e fornecedores. Além disso, manter-se atualizado, acompanhando notícias e relatórios do setor, bem como observar as ferramentas mais demandadas nas vagas para as quais se candidata com o objetivo de aprimorar suas competências são formas de criar repertório e se destacar em processos seletivos.
Evidentemente, iniciativas externas precisam caminhar lado a lado com ações vindas das próprias empresas que, a partir de sua cultura organizacional, devem prezar por equipes colaborativas capazes de receber e treinar os novos talentos de forma acolhedora e eficaz, visando seu desenvolvimento pessoal e profissional. Lembremos que, para chegar aos cargos que ocupam hoje, os atuais gestores contaram com líderes para guiá-los no início da carreira, fornecendo as ferramentas e o apoio necessário para construírem sua bagagem profissional.
*Viviane Sampaio é Especialista em Recrutamento com foco em tecnologia na Robert Half
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