A xAI anunciou nesta terça-feira (15) que implementou novas regras para o funcionamento do Grok, seu sistema de inteligência artificial (IA) generativa, após uma série de polêmicas envolvendo discursos ofensivos, referências ao nazismo e alinhamento automático com opiniões públicas de Elon Musk, fundador da empresa. A partir de agora, segundo a própria xAI em postagem […]
A xAI anunciou nesta terça-feira (15) que implementou novas regras para o funcionamento do Grok, seu sistema de inteligência artificial (IA) generativa, após uma série de polêmicas envolvendo discursos ofensivos, referências ao nazismo e alinhamento automático com opiniões públicas de Elon Musk, fundador da empresa.
A partir de agora, segundo a própria xAI em postagem na rede X, o Grok não poderá mais basear suas respostas em declarações do próprio Musk ou de versões anteriores do bot, nem poderá se identificar com nomes controversos como “Hitler”.
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A medida veio após a constatação de que, quando questionado sobre temas sensíveis como Israel e Palestina, aborto ou imigração, o Grok tendia a buscar declarações anteriores de Elon Musk ou da própria xAI para formular suas respostas. Com a nova diretriz, o chatbot deverá apresentar uma análise “independente e fundamentada”, sem recorrer a opiniões prévias como fonte primária.
Segundo a empresa, esse comportamento ocorreu porque o modelo interpretava que, como uma IA sem opinião própria, deveria alinhar-se às visões da organização criadora. A mudança nos prompts do sistema agora orienta que o bot produza argumentos próprios e não baseados diretamente em Musk.
Outra polêmica recente envolveu a versão Grok 4 Heavy, que custa US$ 300 mensais e chegou a afirmar, em resposta a um usuário, que seu sobrenome era “Hitler”.
A empresa atribuiu isso a uma falha no sistema de busca, que teria captado um meme viral na internet em que o bot era chamado de “MechaHitler”. A xAI reconheceu o erro e declarou que o chatbot não possui sobrenome. Com os novos ajustes, situações semelhantes devem ser evitadas.
Não é a primeira vez que o Grok gera controvérsias por conteúdo antissemita. Em maio, o bot viralizou ao sugerir ceticismo sobre o número de mortos no Holocausto. Mais recentemente, alterações nas instruções do sistema teriam encorajado o modelo a emitir opiniões “politicamente incorretas” se “bem fundamentadas”, diretriz que foi temporariamente removida e depois reintroduzida.
Durante o evento de lançamento do Grok 4, Musk afirmou ter “preocupações” sobre os riscos de uma IA superinteligente, mas também declarou que gostaria de “estar vivo para ver isso acontecer, mesmo que não seja bom”.
A xAI afirmou que continuará monitorando os comportamentos do Grok e fará novos ajustes conforme necessário. As atualizações chegam em um momento delicado, após a empresa receber um contrato de US$ 200 milhões do governo dos EUA, poucos dias após a polêmica do “MechaHitler”.
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