A Meta está sendo investigada pela AGCM, autoridade antitruste da Itália, por supostamente abusar de sua posição dominante no mercado ao integrar o Meta AI diretamente no aplicativo de mensagens WhatsApp sem a devida autorização dos usuários. A investigação ocorre em cooperação com a Comissão Europeia, informou a Reuters nesta quarta-feira (30). O órgão regulador […]
A Meta está sendo investigada pela AGCM, autoridade antitruste da Itália, por supostamente abusar de sua posição dominante no mercado ao integrar o Meta AI diretamente no aplicativo de mensagens WhatsApp sem a devida autorização dos usuários. A investigação ocorre em cooperação com a Comissão Europeia, informou a Reuters nesta quarta-feira (30).
O órgão regulador italiano destacou que a inclusão do Meta AI na barra de pesquisa do WhatsApp, desde março de 2025, pode direcionar os usuários para os serviços da própria empresa, dificultando a atuação de concorrentes no mercado.
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“Ao vincular o Meta AI ao WhatsApp, a Meta parece ser capaz de direcionar sua base de usuários para o novo mercado não por mérito, mas ‘forçando’ a aceitação de dois serviços distintos, potencialmente prejudicando serviços concorrentes”, afirmou a AGCM em comunicado.
Em resposta, a Meta declarou estar colaborando com as autoridades e defendeu que a oferta gratuita do serviço traz benefícios aos consumidores:
“Oferecer acesso gratuito aos nossos recursos de IA no WhatsApp dá a milhões de italianos a escolha de usar IA em um ambiente que já conhecem e confiam”, disse um porta-voz da companhia.
A AGCM afirmou que já realizou inspeções nos escritórios da subsidiária italiana da Meta com apoio da polícia fiscal do país. Empresas que violam regras de concorrência da União Europeia podem ser multadas em até 10% do faturamento global.
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