Governos ao redor do mundo enfrentam aumento de fraudes sofisticadas impulsionadas por inteligência artificial (IA), segundo relatório global conduzido pela Coleman Parkes em parceria com o SAS. A pesquisa aponta que praticamente todos os órgãos públicos foram afetados por esquemas baseados em IA, enquanto 70% dos profissionais entrevistados relataram crescimento desse tipo de ataque nos […]
Governos ao redor do mundo enfrentam aumento de fraudes sofisticadas impulsionadas por inteligência artificial (IA), segundo relatório global conduzido pela Coleman Parkes em parceria com o SAS. A pesquisa aponta que praticamente todos os órgãos públicos foram afetados por esquemas baseados em IA, enquanto 70% dos profissionais entrevistados relataram crescimento desse tipo de ataque nos últimos cinco anos.
As fraudes, desperdícios e abusos (FWA, na sigla em inglês) já comprometem cerca de 16% dos orçamentos públicos, de acordo com estimativas dos 1.100 especialistas entrevistados. Além do impacto financeiro, 96% afirmam que esses casos prejudicam a confiança dos cidadãos nos programas governamentais. Identidades sintéticas, campanhas de phishing personalizadas e malwares desenvolvidos com IA são alguns dos métodos usados pelos fraudadores.
Apesar de 85% das agências considerarem o combate à fraude uma das prioridades, apenas 10% dizem contar com ferramentas e recursos adequados. Os principais obstáculos citados são a falta de habilidades analíticas (48%), tecnologias adequadas (40%) e orçamento (24%).
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“Sem preocupações com regulamentações e leis, os criminosos que se valem da IA parecem estar em vantagem”, dsse Shaun Barry, diretor global de soluções de Risco, Fraude e Compliance do SAS. “Contudo, a pesquisa sugere que estamos em um ponto de virada. Governos em todo o mundo se preparam para investir significativamente em IA e IA generativa, o que pode reduzir as perdas decorrentes de fraudes, desperdícios e abusos, além de reconstruir a confiança em programas governamentais essenciais”.
Com a expectativa de aumento nos investimentos em IA e IA generativa, 97% dos entrevistados pretendem adotar essas tecnologias nos próximos dois anos. O uso de análise de redes, por exemplo, deve subir de 32% para 87%. Tecnologias como dados sintéticos, modelos de linguagem de larga escala e gêmeos digitais também estão no radar das autoridades.
Entre os que já utilizam IA para combater fraudes, 57% destacam o ganho de eficiência da força de trabalho como o principal benefício, seguido da melhor priorização de alertas e detecção mais ágil de irregularidades.
O relatório também aponta preocupações com o uso ético e seguro da IA: 48% mencionam a privacidade e a segurança dos dados como desafio, enquanto 43% ressaltam a importância de garantir o uso responsável da tecnologia pelas organizações.
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