A subsidiária brasileira da Ingram Micro, distribuidor multinacional de equipamentos de TI, anunciou no fim da semana passada a adoção de um programa de descarte de ativos usados (o ITAD, na sigla em inglês). A solução promete descarte “seguro, sustentável e estratégico” de equipamentos no fim da vida útil. A empresa diz que a novidade […]
A subsidiária brasileira da Ingram Micro, distribuidor multinacional de equipamentos de TI, anunciou no fim da semana passada a adoção de um programa de descarte de ativos usados (o ITAD, na sigla em inglês). A solução promete descarte “seguro, sustentável e estratégico” de equipamentos no fim da vida útil.
A empresa diz que a novidade tem relação com os índices cada vez menores de obsolescência de dispositivos eletrônicos, além do desafio ambiental e regulatório enfrentado pelas companhias. O gerenciamento responsável de equipamentos obsoletos deve ser “uma prioridade coletiva”, diz a companhia, uma vez que a destinação incorreta representa “riscos significativos à saúde pública e ao meio ambiente”.
“Tanto o setor empresarial quanto a sociedade civil têm a responsabilidade de adotar práticas eficientes de manejo e reciclagem, com foco na recuperação de materiais para reintegração em cadeias produtivas sustentáveis”, diz em comunicado Guilherme Barreiro, diretor de serviços da Ingram Micro Brasil.
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A empresa cita um relatório – o The Global e-Waste Monitor 2024 – que aponta que o lixo eletrônico aumentou em 2,6 milhões de toneladas por ano desde 2022, e pode chegar a 82 milhões de toneladas até 2030. O Brasil ocupa o quinto lugar no ranking mundial, com 2,4 milhões de toneladas em 2024.
Entre os serviços incluídos no ITAD estão apagamento e destruição de dados; rastreamento dos equipamentos; emissão de relatórios; procedimentos rastreáveis na cadeia de custódia; logística segura e conformidade legal. O ITAD promete proteção de dados e a eliminação segura de informações por meio de apagamento, destruição física ou sanitização certificada.
A Ingram Micro Brasil diz atender às exigências da Lei 12.305 (Política Nacional dos Resíduos Sólidos), normas ambientais e de segurança da informação. A lei determina que equipamentos eletrônicos descartados devem ser devolvidos ao fabricante por meio da logística reversa, para reaproveitamento, reciclagem ou descarte seguro.
“Ao integrar as práticas do ITAD, garantimos que os equipamentos antigos sejam descartados de forma ambientalmente responsável, ajudando as empresas a cumprir as regulamentações locais e internacionais sobre descarte de eletrônicos”, diz Barreiro.
A Ingram Micro diz oferecer a compra de ativos de TI obsoletos dos clientes. A iniciativa visa gerar receita com equipamentos antigos, reduzir impactos ambientais e aumentar a eficiência operacional.
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