Citigroup avalia que participação na PT na Vivo vale mais que os 3,5 bilhões de euros que teriam sido oferecidos pela Telefônica
A Portugal Telecom apenas deverá avaliar sua saída da operadora celular brasileira Vivo se receber oferta maior que 3,5 bilhões de euros pelos 32% que tem na companhia, afirma o Citigroup.
Em relatório de terça-feira (27/11), elaborado após reuniões com quatro executivos da Portugal Telecom e um da Vivo, o banco informou que “avalia a Vivo tendo em conta a média entre o atual valor de mercado e os 3,5 bilhões de euros – o preço niticiado pela espanhola Telefônica para pagar pela posição na Vivo”. O Citigroup afirma que avalia os 32%, com controle conjunto da Vivo com a Telefônica, em 2,8 bilhões e euros ou oito vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) estimado para 2008, contra os 2 bilhões de euros do valor atual de mercado da companhia, ou seis vezes o Ebitda previsto.
“A nossa visão permanece inalterada, a PT apenas olhará para a saída deste investimento se lhe oferecerem mais que 3,5 bilhões de euros”, afirma o Citigroup. A Portugal Telecom tem reafirmado que não está buscando a venda de sua participação na operadora, que tem apresentado uma recuperação operacional, tendo admitido até poder comprar a posição da Telefônica.
A sua parceira espanhola, que recentemente se alinhou com a Sonaecom numa tentativa fracassada de aquisição hostil da PT, tem mostrado interesse em comprar a posição da PT na Vivo.
O Citigroup adiantou que a PT deve olhar para a venda de seus ativos em Macau, cuja participação da empresa portuguesa estima valer 158 milhões de euros, e em Marrocos, avaliada em 451 milhões de euros, “dada a vontade de compradores e a incapacidade de a PT ganhar seu controle”.
“Acreditamos que isso se vincula com a estratégia da empresa em focar-se no Brasil e na África como os seus dois principais mercados internacionais”, afirma o banco. O Citigroup diz ainda que a Portugal Telecom poderá também alienar suas posições no negócio de serviços de informações em Portugal, avaliado em 50 milhões de euros, e de acesso à internet no Brasil, com um valor estimado de 162 milhões de euros.