Denise Inaba se define como uma pessoa de bastidores, mesmo depois de ocupar há quatro anos o cargo de CIO da Vivo, companhia na qual a engenheira de produção de formação trabalha há 21 anos. Denise, de família oriental e origem humilde, iniciou sua carreira em consultoria, e por quatro anos na Booz Allen Hamilton. […]
Denise Inaba se define como uma pessoa de bastidores, mesmo depois de ocupar há quatro anos o cargo de CIO da Vivo, companhia na qual a engenheira de produção de formação trabalha há 21 anos. Denise, de família oriental e origem humilde, iniciou sua carreira em consultoria, e por quatro anos na Booz Allen Hamilton. Depois na Compass, quando se conectou à indústria de telecomunicações. Daí, foi um pulo para ingressar na Vivo, em maio de 2004.
Em duas décadas, a trajetória na Vivo nunca foi monótona. Como gerente de planejamento estratégico, enfrentou a crise do Speedy, quando a oferta de banda larga fixa da Telefônica Brasil teve problemas de instabilidade e falhas no serviço, levando a uma suspensão temporária da venda do serviço pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
“Atuando e trabalhando nisso, tive muito contato com a área de tecnologia”, lembra. “Resolvemos a crise do Speedy em tempo recorde e, como consequência, fui convidada para ser diretora de planejamento e governança em TI, respondendo para a vice-presidência de TI, CIO, que é meu cargo hoje”, completa.
Foi a primeira vez que ela saiu da estratégia para tecnologia. A transição foi bastante densa, por se tratar de um movimento no qual ela mudava de área e na diagonal, passando de gerente a diretora. “Não comecei a carreira como profissional de tecnologia e entrei logo em cargo de diretora”, conta.
Foram seis marcantes anos na posição, uma vez que vivenciou as duas maiores fusões: quando juntaram as operações da telefonia fixa da Telefônica e móvel da Vivo, era uma joint-venture a Portugal Telecom e depois com a aquisição da GVT. “As fusões, em tecnologia, são um desafio enorme. É fazer a consolidação de todos os sistemas, de diferentes origens e buscar as sinergias. Vivi intensamente essas duas fusões, além de outros ‘n’ projetos, foi uma escola”, pondera.
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Passados seis anos no cargo, Denise voltou para a área de negócios. Desta vez, em um movimento lateral, assumiu como diretora de planejamento e estratégia do segmento corporativo (B2B, na sigla em inglês). “Foi algo novo, porque fui para uma área mais comercial, com a missão de reverter a queda desse segmento e conseguimos uma história muito bacana de sucesso. Hoje, um dos segmentos que mais cresce na Vivo é o do mercado corporativo.”
E, como a trajetória de Denise na Vivo é cíclica, cinco anos depois de B2B, ela voltou para a TI — e, desta vez, como CIO, que acumula também dados e inteligência artificial (IA). “Foi uma experiência intensa voltar para tecnologia e assumir a liderança da área. E, ao mesmo tempo, apaixonante. É uma área muito intensa”, diz. E, mesmo tendo passado por diversas áreas e acumulado muita bagagem, quando veio o convite chegou a questionar se estava à altura da posição. “Sempre tive muita cautela: será que estou pronta e preparada? Quando surgiu a oportunidade, não foi trivial aceitar; o desafio é o maior da minha vida e carreira”, conta.
Mesmo com medo, Denise Inaba aceitou o convite. “Na tecnologia, a possibilidade de impacto na Vivo é ainda maior. Tive muito apoio sempre, contando com líderes que confiavam em mim mais do que eu mesma e a liderança faz muita diferença; o Christian [Gebara, CEO] é uma inspiração.”
Com 21 anos de casa, a executiva diz que, no fim, misturam-se as histórias da vida com a profissional. “Tenho paixão pela Vivo, pela relevância que tem sua atuação para a sociedade e todos os outros negócios que fomos agregando à nossa estratégia. Somos uma empresa de tecnologia que se posiciona e atua em outros mercados.”
À frente da TI, Denise trabalha muito próxima à área de negócios, o que possibilita uma série de entregas. Sua equipe conta com aproximadamente 3 mil posições, sendo 33% de mulheres na TI (em comparação com os 45,5% na Vivo toda) e 42% da liderança é feminina, acima da média da Vivo de 38,9%. “Temos trabalhado bastante forte na questão da diversidade, que é valor forte e estratégico para a Vivo”, ressalta a CIO que foi, por dois anos, liderou a frente de diversidade da companhia.
*Texto originalmente publicado na Revista IT Forum.
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