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Microsoft corta acesso da Defesa de Israel a serviços de nuvem e IA

A Microsoft anunciou que suspendeu parte dos serviços fornecidos ao Ministério da Defesa de Israel após apurar que a tecnologia estava sendo usada para armazenar dados de vigilância de ligações telefônicas de palestinos. A medida inclui o bloqueio de assinaturas relacionadas ao Azure e a serviços de inteligência artificial. “Não fornecemos tecnologia para facilitar vigilância […]

Publicado: 04/03/2026 às 22:32
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Construção civil — Foto: Reprodução

A Microsoft anunciou que suspendeu parte dos serviços fornecidos ao Ministério da Defesa de Israel após apurar que a tecnologia estava sendo usada para armazenar dados de vigilância de ligações telefônicas de palestinos. A medida inclui o bloqueio de assinaturas relacionadas ao Azure e a serviços de inteligência artificial.

“Não fornecemos tecnologia para facilitar vigilância em massa de civis”, escreveu Brad Smith, vice-presidente e presidente da Microsoft, em comunicado. Ele destacou que a companhia mantém essa diretriz globalmente há mais de duas décadas e que seus termos de serviço proíbem o uso da tecnologia para espionagem em larga escala.

Leia também: Do código ao propósito: a virada de Rosane Chene e a transformação do PAC em um motor de oportunidades

Origem da investigação

A apuração foi iniciada em agosto, depois de uma reportagem do The Guardian revelar que a Unidade 8200, divisão de inteligência do Exército israelense, usava o Azure para armazenar dados coletados em Gaza e na Cisjordânia. Smith reconheceu o papel do jornal, afirmando que, sem a denúncia, a empresa não teria como identificar o uso indevido, já que não acessa diretamente o conteúdo de clientes devido a regras de privacidade.

Pressão interna e externa

A decisão ocorre em meio a protestos de funcionários e críticas externas ao envolvimento da Microsoft com Israel. Em abril, manifestações marcaram o aniversário de 50 anos da companhia. Já em agosto, empregados organizaram um protesto dentro do escritório de Smith, levando a um lockdown. Nos últimos meses, a empresa demitiu colaboradores que participaram de atos relacionados aos contratos com o governo israelense.

Embora tenha confirmado a suspensão, a Microsoft informou ao TechCrunch que a revisão do caso continua em curso e não detalhou quais aspectos ainda estão sob análise. A empresa reforçou que a proteção da privacidade é também uma questão de confiança dos clientes nos serviços prestados.

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