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PrograMaria Summit 2025

“Foi o ano de separar o joio do trigo”, afirma Iana Chan sobre diversidade

O ano de 2025 trouxe obstáculos para aqueles que trabalham com diversidade e inclusão. Desde a reeleição do presidente Donald Trump, nos Estados Unidos, as chamadas políticas de DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) têm sofrido cortes significativos dentro das empresas, quando não são extintas por completo. O movimento representa uma onda contrária ao que ocorreu […]

Publicado: 04/03/2026 às 10:34
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3 minutos
A imagem mostra uma pessoa em pé, segurando um microfone ou controle em uma mão e um caderno ou bloco de anotações na outra. A pessoa veste uma camiseta preta com o texto visível “programaria” e outras palavras parcialmente legíveis. Ao fundo, há um painel iluminado com letras grandes, onde se lê “SOMOS TRANS...” e outras palavras desfocadas, sugerindo um evento ou palestra. A iluminação é intensa, com tons roxos e rosados predominando, e há elementos decorativos como plantas no canto inferior direito. (diversidade)
Construção civil — Foto: Reprodução

O ano de 2025 trouxe obstáculos para aqueles que trabalham com diversidade e inclusão. Desde a reeleição do presidente Donald Trump, nos Estados Unidos, as chamadas políticas de DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) têm sofrido cortes significativos dentro das empresas, quando não são extintas por completo.

O movimento representa uma onda contrária ao que ocorreu em 2020, após o assassinato de George Floyd pela polícia americana, quando ações de inclusão se espalharam pelo mundo corporativo dos EUA e, em seguida, por diversos países.

Apenas neste ano, organizações como Google, Amazon, Meta, JPMorgan Chase, Microsoft e Intel já removeram ou reduziram seus programas internos. Para Iana Chan, CEO da PrograMaria, empresa social que promove a formação e inclusão de mulheres na tecnologia, 2025 tem sido o ano de “separar o joio do trigo”, identificando quais companhias realmente estão comprometidas com a diversidade e a inclusão.

“É um momento bastante desafiador. Ouvimos de muitas empresas que a pauta não é mais prioridade. Mas, ao mesmo tempo, conseguimos entender quem, de fato, tem essas ações como um valor e está comprometido”, ressalta.

Leia mais: “Escolhi a tecnologia, porque era a profissão do futuro”, afirma Simone Okudi

Ainda assim, Iana reforça que esse tipo de desafio apenas evidencia a importância do trabalho realizado pela PrograMaria, que neste ano completa 10 anos. A comemoração, realizada no último sábado (18), durante o PrograMaria Summit, reuniu mais de três mil pessoas, com programação presencial e online.

Criado com diversas trilhas de aprendizagem, o evento debateu os impactos sociais e ambientais da tecnologia, o futuro do trabalho e os vieses presentes no ambiente digital, além de apresentar palestras sobre gestão de carreira, pertencimento e independência financeira. “Começamos o dia com a Natália Souza, do [podcast] Para Dar Nome às Coisas, porque sabemos que toda mulher passa por uma etapa importante de autoconhecimento e queremos dar todas as ferramentas para que elas voem.”

O evento contou ainda com a participação de Luiza Lucchesi, coordenadora de Inclusão Produtiva no Ministério das Mulheres, com quem a PrograMaria acaba de firmar uma parceria. Em sua fala de abertura do Summit, a CEO da empresa destacou a importância da participação do governo para uma mudança social efetiva e falou sobre o dever daqueles que estão no poder diante de pautas como a inclusão.

“As organizações são formadas por pessoas, e nós continuamos com pessoas comprometidas. Mas precisamos que esse compromisso venha de quem toma as decisões. Não é preciso esperar o futuro para fazê-lo acontecer.”

Mesmo celebrando um marco tão importante, Iana afirma que a data serve como um lembrete de que ainda há muito a ser feito. Os próximos passos, segundo ela, terão um olhar voltado para públicos mais específicos, como meninas de escolas públicas, mães e pessoas trans. “Ainda existe mais demanda do que conseguimos atender, e acho que isso é um motivo de grande inquietação. Porque os resultados que temos mostram que não é falta de interesse, e sim de oportunidade.”

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