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Renata Marques

Como Renata Marques, CIO da Natura, enfrenta os desafios de aprender e inovar

A vida levou Renata Marques para a área de tecnologia, como ela mesma define. A atual CIO da Natura foi influenciada pelo pai, contador, que enxergou na chegada dos computadores portáteis um futuro promissor. Ele estava certo. Aos 15 anos, Renata saía de Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, em direção à capital […]

Publicado: 04/03/2026 às 23:34
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5 minutos
Renata Marques, CIO da Natura
Construção civil — Foto: Reprodução

A vida levou Renata Marques para a área de tecnologia, como ela mesma define. A atual CIO da Natura foi influenciada pelo pai, contador, que enxergou na chegada dos computadores portáteis um futuro promissor. Ele estava certo. Aos 15 anos, Renata saía de Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, em direção à capital para fazer cursos de computação e aprender linguagens de programação. O conhecimento a levou a dar aulas em uma escola de computação em Mogi. Tinha 16 anos.

Tudo foi se conectando, com ousadia. “Eu não estava pronta para ser professora, mas tinha curiosidade para experimentar algo novo e, assim, dei aula de computação. Isso foi na época do vestibular. Prestei para odontologia e processamento de dados, mas, na hora de decidir, como estava trabalhando na área, optei por processamento de dados”, conta. Cursou na Universidade Presbiteriana Mackenzie e, nos anos de faculdade, oscilou entre morar com a avó paterna, na cidade de São Paulo, e fazer bate-volta entre SP e Mogi.

“Gostava demais, mas o ambiente nunca foi propício para as mulheres. Na minha classe, de 30 a 40 alunos, cinco eram mulheres e muitas, durante o curso, queriam desistir porque não se sentiam acolhidas. Eu, taurina e teimosa, fui até o fim e, no meio da faculdade, consegui estágio na Monsanto, quando vi, na prática, como era aplicar a tecnologia e tangibilizar a resolução de problemas”, destaca a também professora da Escola de CIOs do Instituto Itaqui.

Foram 23 anos na Monsanto, em diferentes áreas da tecnologia, ora voltada para o setor comercial, ora para manufatura ou finanças. Isso em uma época em que a própria companhia passou por uma grande metamorfose.

“Outra beleza da área de tecnologia é que você pode trabalhar em qualquer indústria”, diz, introduzindo sua saída da Monsanto para trabalhar na Whirlpool, em uma virada para estruturar tecnologias voltadas ao varejo, colocando o cliente no centro da estratégia e realizando projetos de e-commerce e internet das coisas. Depois de seis anos e meio na Whirlpool, mudou novamente de indústria ao ingressar na Natura, companhia na qual trabalha há mais de cinco anos.

Leia mais: “Escolhi a tecnologia, porque era a profissão do futuro”, afirma Simone Okudi

Renata entrou na Natura pouco antes de a pandemia da Covid-19 eclodir e se viu diante do desafio de prover soluções que atendessem a cerca de 3,5 milhões de consultoras que não podiam sair de casa para vender. “Em momentos de desafio é quando mais aprendemos e geramos inovação — e não é inovação se não gerar impacto positivo”, pondera.

Nesse sentido, gosta de liderar pelo exemplo, o que, para ela, significa investir uma ou duas horas do dia estudando algo novo e compartilhando. “Hoje vivemos a inteligência coletiva, então temos de nos preocupar com o outro. Estudo muito e não guardo para mim”, revela a executiva. Atualmente, diferentemente de anos atrás, o conhecimento está mais disseminado, o que obriga o departamento de TI a estar na dianteira.

“Sejam pessoas do negócio ou usuários finais, eles nos provocam mais. Foi-se a época em que os profissionais de tecnologia eram os ultraespecialistas e os outros não sabiam. Hoje existe essa proficiência do negócio, o que nos força a estar alguns passos à frente. Também é tempo de entender os negócios e fazer o link com o que queremos resolver. É como sermos mentores na empresa para acelerarmos o conhecimento”, define.

Dessa maneira, a área de tecnologia exerce o papel de capacitar pessoas e promover a cultura da inovação e da produtividade.

Ao avaliar a representatividade feminina em tecnologia, ela conta que, não faz muito tempo, foi chamada pela coordenação do Mackenzie para palestrar. O motivo? Ainda 20% das mulheres que se inscrevem em cursos relacionados à tecnologia desistem antes da conclusão. “Faltam referências para elas.”

Renata reconhece que houve avanços, mas considera que a mudança ainda é tímida. Na Natura, mesmo que 50% dos cargos de liderança sejam ocupados por mulheres, em tecnologia esse percentual é de 30%, apontando que a área segue com o desafio de suprir essa lacuna. Um dado interessante é que, na área da CIO, as mulheres respondem por metade dos cientistas de dados.

O que é preciso? “Para mudar esse jogo, temos de criar referências. Cada vez mais, as mulheres em posição de liderança precisam conceder entrevistas, participar de palestras, criar referências para outras mulheres. Temos de não apenas ser, mas também estar mais expostas para divulgar as histórias”, aponta.

E acrescenta que também é essencial incentivar, desde cedo, que as meninas se motivem a ingressar nas áreas de exatas: “Eu tenho neta e dou computador de brinquedo”, conta.

*Texto originalmente publicado na Revista IT Forum.

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