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Vera Goulart e o propósito de transformar vidas pela educação

Tecnologia e educação se cruzam para promover igualdade de gênero e a inclusão de milhares de mulheres – um encontro que também atravessa a vida de Vera Goulart, cofundadora da São Paulo Tech School. A executiva ingressou no mundo da tecnologia em 2009, como diretora de RH da Todo! Tecnologia, empresa fundada por seu marido, […]

Publicado: 05/03/2026 às 04:37
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4 minutos
Vera Goulart, cofundadora SPTech
Construção civil — Foto: Reprodução

Tecnologia e educação se cruzam para promover igualdade de gênero e a inclusão de milhares de mulheres – um encontro que também atravessa a vida de Vera Goulart, cofundadora da São Paulo Tech School. A executiva ingressou no mundo da tecnologia em 2009, como diretora de RH da Todo! Tecnologia, empresa fundada por seu marido, Alessandro Goulart, e hoje é diretora acadêmica da instituição que já transformou a vida de 1,4 mil alunos.

A experiência de gerenciar a cultura da Todo! – à época com atuação em nove cidades brasileiras, resultante da fusão de 18 empresas diferentes – proporcionou a ela amplo aprendizado em tecnologia e compreensão das carências do mercado de profissionais da área. Essa foi a escola para Vera e seu companheiro, que, após a venda da companhia em 2013, se prepararam para fundar a SPTech – faculdade que foca na “simbiose” entre estudo e trabalho, em que os alunos atuam desde o segundo período para financiar seus estudos.

“Aprofundar no negócio para compreender os desafios de recursos humanos na área de tecnologia, como a falta de profissionais, retenção e contratação, bem como a formação de pessoas, me trouxe bagagem para realizar nosso sonho pessoal de trabalhar com educação.” Essa passagem intensa e importante da vida do casal trouxe a convicção de que a educação voltada para a tecnologia redefinirá o futuro.

O sonho começou a tomar forma quando adquiriram a faculdade Bandtech, do Colégio Bandeirantes, em 2015. Dois anos depois, implementaram um modelo educacional inovador com a SPTech, intitulado “Profissional do Futuro”, no qual o primeiro ano é gratuito e quase a totalidade dos alunos aprovados para o segundo ano é encaminhada para estágios remunerados em empresas parceiras.

A SPTech atualmente possui 1,2 mil alunos ativos, encaminhando quase 500 alunos para estágio por ano e impactando principalmente estudantes das classes C e D. Como parte da formação integralmente presencial, a instituição aplica competências socioemocionais no ensino superior de tecnologia de forma única no mercado – a principal contribuição de Vera ao modelo acadêmico.

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“Devido ao nosso DNA corporativo, tínhamos uma crença forte de que a faculdade precisava estar próxima do mercado e de que a educação só faz sentido se gera emprego”, detalhou a profissional com ampla experiência em Administração, com foco em Recursos Humanos e Desenvolvimento Humano. Além da graduação em Administração de Empresas, ela também trouxe essa bagagem da pós-graduação em Psicologia Positiva e do mestrado com foco no hiato na formação do profissional de tecnologia.

A formação socioemocional na SPTech acompanha o aluno do começo ao fim do curso, em todos os anos e semestres. É estruturada em três pilares: reconhecer e gerenciar as emoções, relacionar-se com o mundo (incluindo comportamento em reuniões e resolução de conflitos) e lidar consigo mesmo (com educação financeira e planejamento de vida).

Mãe de um menino de 11 anos e de uma estudante de Ciências da Computação, ela viu em sua família a resistência que a filha enfrentou na escola ao decidir por uma carreira em TI. “Quando minha filha estava no Ensino Médio, os professores a desencorajavam a optar pelo curso por ela ser muito comunicativa.”

Vera compartilha que as alunas que ingressam na SPTech enfrentam realidade semelhante, sendo que muitas não recebem apoio dos pais. “Quando a menina entra na faculdade de tecnologia, ela já teve que romper várias barreiras.”

Embora as empresas busquem contratar mulheres, motivadas por políticas de inclusão, a executiva acredita que o desafio principal é a escassez de candidatas qualificadas, o que atribui à falta de incentivo e informação sobre carreiras em TI desde o Ensino Médio. “Mesmo quando as mulheres conseguem ingressar no mercado, elas enfrentam um ambiente predominantemente masculino e, por isso, precisam superar barreiras culturais para se integrarem e se sentirem confortáveis.”

Diante desse cenário, ela busca deixar um legado de inclusão social por meio da educação, incentivando empresas a se preocuparem com seu papel social e contribuírem para a sociedade, criando um ambiente em que mulheres se sintam acolhidas e não intimidadas. Transformar vidas é o principal combustível de seu trabalho na SPTech. “É um privilégio ver pessoas saindo da periferia e obtendo novas perspectivas e oportunidades apoiadas na educação”, compartilha Vera.

*Texto originalmente publicado na Revista IT Forum.

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