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SAP e FAS fazem da Floresta Amazônica um campo de inovação sustentável

De um lado, a tecnologia que acelera o tempo. Do outro, a floresta, memória viva da harmonia entre homem e natureza. Juntas, elas ensinam que inovação e regeneração fazem parte de um mesmo sistema. Esta foi a proposta do Green Capert Manaus*, encontro promovido pela SAP em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), para […]

Publicado: 06/03/2026 às 06:18
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15 minutos
Aldeia Três Rios, na Amazônia. Foto: Marcelo Ohek/Oitorama
Construção civil — Foto: Reprodução

De um lado, a tecnologia que acelera o tempo. Do outro, a floresta, memória viva da harmonia entre homem e natureza. Juntas, elas ensinam que inovação e regeneração fazem parte de um mesmo sistema. Esta foi a proposta do Green Capert Manaus*, encontro promovido pela SAP em parceria com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), para um pequeno grupo de jornalistas e clientes. Na pauta de discussões, ganhou destaque como a inteligência de dados, automação e governança digital podem contribuir para um modelo de desenvolvimento capaz de respeitar os limites da natureza e aprender com eles.

O ponto de partida foi a sede da FAS, instituição que há dez anos mantém parceria com a gigante alemã de software e que se tornou um exemplo de como dados, impacto e governança podem coexistir na complexa realidade amazônica.

Criada em 2008, apoiada no Programa Bolsa Floresta, a FAS assumiu o compromisso de proteger territórios e dar suporte às populações indígenas e ribeirinhas. Hoje, alcança 21.359 famílias e 798 comunidades e aldeias na Amazônia, conservando mais de 14,6 milhões de hectares de floresta. Com suas iniciativas, a fundação contabilizou redução de 28% do desmatamento em suas áreas de atuação entre 2008 e 2023, e mantém 57 projetos produtivos, que somam mais de R$ 9,7 milhões de faturamento bruto nas cadeias apoiadas.

Mas esses números não contam toda a história. “Somos uma organização amazônica feita por maioria amazônica. Aqui, 83% dos nossos colaboradores são da região”, afirmou Michelle Costa, superintendente de Gestão e Finanças da FAS, que há quase duas décadas lidera a expansão institucional da organização. “É desafiador investir em áreas-meio. É muito mais fácil captar recursos para áreas-fim, mas sem infraestrutura, tecnologia e governança de dados, o impacto não se sustenta. A SAP compreendeu essa lógica e nos ajudou a dar muitos passos à frente. Passamos a conhecer melhor nossos resultados, e isso muda tudo.”

Michelle Costa, Superintendente de Gestão e Finanças da FAS. Foto: Suamy Beydoun/Oitorama.

Michelle Costa, superintendente de Gestão e Finanças da FAS. Foto: Suamy Beydoun/Oitorama

Para Michelle, a tecnologia, mais do que ferramenta, é condição de existência. “Há comunidades que ficam a 15 dias de viagem de barco”, contou. “Sem tecnologia, seria praticamente impossível acompanhar o que acontece em tempo real, garantir transparência ou medir o impacto das nossas ações. A conectividade, os dados e as plataformas da SAP nos permitem estar presentes mesmo a distância.”

A FAS se tornou, em 2024, a primeira ONG do mundo a adotar a plataforma Sustainability Control Tower, da SAP. A ferramenta consolida indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e critérios ESG em painéis inteligentes, permitindo mensurar o impacto socioambiental de maneira contínua e comparável. A parceria também inclui o uso do SAP Analytics Cloud, voltado a análises preditivas e planejamento, e do SAP Datasphere, que integra bancos de dados “ponta a ponta”, garantindo consistência e transparência.

O processo de transformação digital da FAS começou em 2015, com a implantação do SAP Lumira, e evoluiu com o tempo: amadurecimento, reestruturação, digitalização e, a partir de 2022, integração completa com as plataformas mais avançadas da SAP. Hoje, a fundação possui uma base de governança inédita no terceiro setor brasileiro. Em 2025, já soma 35 auditorias externas aprovadas sem ressalvas.

De acordo com Michelle, a FAS agora conta com uma visão consolidada de suas operações e programas, com análises detalhadas por tempo e território. Com as soluções da SAP, passou a monitorar a aplicação de recursos e a efetividade de cada projeto, além de disponibilizar relatórios para parceiros com dados sobre alocação de fundos e resultados socioambientais.

Os painéis também acompanham o desempenho de cadeias produtivas locais, como as do açaí, guaraná, farinha de Uarini e cacau, e de empreendimentos de turismo sustentável e pesca, permitindo avaliar a evolução econômica das famílias atendidas. “Informação é ouro quando se trata de desenvolver territórios e valorizar a vocação amazônica”, reforçou Michelle. “Sem tecnologia, não há transparência. Sem governança, o impacto se dissolve.”

Durante o encontro, Pedro Pereira, vice-presidente de Sustentabilidade da SAP Américas, propôs uma reflexão sobre o papel da tecnologia na sustentabilidade. “A inteligência artificial (IA) vai impactar tudo. Mas sem natureza, a tecnologia não entrega valor. Sustentabilidade é uma memória viva, não um PDF publicado uma vez por ano”, provocou.

Pedro Pereira, vice-presidente de Sustentabilidade da SAP Américas. Foto: Suamy Beydoun/Oitorama

Pedro Pereira, vice-presidente de Sustentabilidade da SAP Américas. Foto: Suamy Beydoun/Oitorama

Ele defendeu que o futuro da inovação passa pela reconexão com o que é orgânico. “A floresta é o maior sistema distribuído do planeta. Cada árvore coopera com o todo. Quando falamos em IA sustentável, falamos em resgatar essa lógica. A sustentabilidade precisa ser transversal, conectada ao resultado financeiro. Por isso, criamos o SAP Green Ledger, uma contabilidade da nova geração para mensurar e aportar valor real ao impacto ambiental.”

O executivo ressaltou que sustentabilidade não é um projeto de marketing, mas de transformação estrutural. “Os líderes de sustentabilidade precisam criar a memória correta das empresas. Sem isso, a mudança não acontece. E é aí que entra a tecnologia como registro, como prova e como continuidade.”

Tecnologia e pessoas

Para Virgílio Viana, superintendente-geral da FAS, o segredo da transformação que a FAS imprimou até aqui está na escuta. “A lógica da nossa atuação é de baixo para cima. Ouvimos comunidades e, a partir disso, desenhamos os programas. É a essência da nossa atuação”, afirmou.

Virgílio Viana, superintendente-geral da FAS. Foto: Suamy Beydoun/Oitorama

Virgílio Viana, superintendente-geral da FAS. Foto: Suamy Beydoun/Oitorama

A metodologia se traduz em práticas concretas. Com apoio da SAP e da conectividade via Starlink, a fundação alcança hoje mais de 900 aldeias com planos locais de adaptação climática, teleducação, telessaúde e empreendedorismo digital.

Jovens amazônidas são formados para atuar como facilitadores ambientais na COP30, que se aproxima, em um movimento que a FAS chama de “córtex da floresta”, um esforço para preparar lideranças locais para o futuro. “Estamos usando tecnologia para gerar autonomia, não dependência. A floresta é viva e tem sua própria inteligência. A tecnologia precisa aprender com ela.”

Quando a floresta precisa de um plano B

O empresário e educador Carlos Oshiro, diretor da Targo Educação Empresarial e colunista da Rede Amazônica, trouxe à mesa a questão que paira sobre toda a economia regional. “O Amazonas ainda se apoia na Zona Franca, um modelo criado em 1967 e prorrogado até 2074. Foi essencial, mas virou uma bengala. Precisamos de novas matrizes econômicas, e a bioeconomia é uma delas”, afirmou.

Para ele, pensar no tema não significa abandonar o passado industrial, mas redesenhar o futuro com base no que a floresta já oferece. “O Amazonas não tem um plano B. E quando falamos dele, não é para substituir o que existe, mas para complementar e permitir uma transição. Uma nova matriz econômica leva de 20 anos a 25 anos. Se não começarmos agora, quando a Zona Franca perder sua força, ficaremos sem chão”, contou, sinalizando que a bioeconomia é o caminho.

Oshiro lembra que o desafio não é apenas econômico, mas simbólico. “Temos uma das marcas mais valiosas do planeta, a Amazônia, e não sabemos gerar valor sobre ela. A marca hoje pertence à Amazon, do Jeff Bezos. Falta-nos apropriação simbólica e econômica do que é nosso”, refletiu.

Ele cita exemplos de empresas que já exploram o potencial amazônico com inteligência, como Natura, Osklen, Ambev e projeto Amazônia Live, ligado ao Rock in Rio. Mas o verdadeiro salto, diz, virá quando o ribeirinho deixar de ser coadjuvante e se tornar protagonista.

“O produtor da floresta precisa deixar de ser apenas um artesão e se tornar um artista. Isso exige narrativa, autoconhecimento, presença digital e valor agregado. A floresta não está pedindo para ser salva. Ela está oferecendo sociedade, parceria e negócios”, refletiu.

Impacto da tecnologia e do empreendedorismo nas comunidades

Nas margens largas do Rio Negro, o tempo corre em outro compasso. O brilho da água reflete painéis de energia solar, canoas e sonhos. É ali, onde o sinal da internet chega com o mesmo cuidado que o vento e que a tecnologia encontra o seu sentido mais humano.

Antes de a internet chegar às margens do Rio Negro na comunidade de Tumbira, a 64 Km de Manaus, o barulho mais comum era o da motosserra. “Até 2010, nossa vida era outra. Todo mundo cortava madeira, como meu pai e meu avô faziam”, lembra Roberto Brito de Mendonça, liderança local e fundador da Pousada do Garrido, primeiro empreendimento de turismo de base comunitária da região. “Mas a floresta se fechou, a vigilância aumentou, e nós percebemos que, se continuássemos naquele caminho, não haveria futuro. Nem para nós, nem para a floresta.”

Roberto Brito de Mendonça, liderança local e fundador da Pousada do Garrido. Foto: Marcelo Kohek/Oitorama

Roberto Brito de Mendonça, liderança local e fundador da Pousada do Garrido. Foto: Marcelo Kohek/Oitorama

Foi nesse momento que a FAS chegou com a proposta de transformar o conhecimento local em modelo de negócio e a floresta em ativo de desenvolvimento. O turismo sustentável, então, passou a ser visto não como pura e simples visitação, mas como troca. “As coisas só mudam quando a ação acontece na comunidade”, afirmou

Hoje, Mendonça lidera uma rede de nove casas comunitárias, somando 60 leitos, que recebem visitantes do Brasil e do mundo. A pousada principal e as casas associadas funcionam como um verdadeiro ecossistema, um organismo coletivo, e a renda é dividida entre os moradores. Cada família é responsável por manter sua estrutura. “Não gosto de me chamar de empresário. Sou empreendedor comunitário. Aqui ninguém é empregado, todo mundo é parceiro. O dinheiro da hospedagem vai para o dono da casa, o da alimentação comigo, e o resultado se espalha”, explicou.

A mudança, segundo ele, foi impulsionada pela chegada da tecnologia e das parcerias estratégicas. “Até 2010, internet para nós não fazia diferença nenhuma. Hoje, com a SAP e a FAS, a tecnologia engrenou de vez, e começamos a olhar para o futuro”, disse Mendonça, destacando a importância da conectividade via Starlink, que levou internet de alta velocidade à comunidade. “Sem essa tecnologia, nada disso seria possível. É ela que nos mantém visíveis, que nos conecta, que traz os clientes e os amigos.”

Com a internet, a comunidade ampliou o alcance do seu trabalho. As redes sociais viraram vitrines e pontes. “Não sou especialista em tecnologia, mas aprendi a usar o Facebook e o Instagram para divulgar o que fazemos. Às vezes, o cliente fala com a agência, mas quando fala comigo direto, eu conto a nossa história com as minhas palavras. Aí a pessoa entende que aqui não é hotel de selva. É comunidade viva, com gente, cultura e responsabilidade.”

A tecnologia também chegou à saúde. Desde 2013, o programa Luz para Todos trouxe energia elétrica, e hoje o Tumbira conta com um posto de telessaúde que conecta médicos em Manaus a moradores em tempo real. “Tem médico toda quarta-feira, dentista, exames, tudo funcionando. A diferença é que, se antes o atendimento demorava semanas, agora é na hora, pela internet”, afirmou.

Mas do que Mendonça mais se orgulha é o efeito multiplicador do exemplo. “Quando as outras comunidades viram que o Tumbira deu certo, começaram a seguir o mesmo caminho. Inspiramos vizinhos, e isso é o mais bonito”, disse. “Porque o foco não é só manter a floresta de pé. É garantir que também que as pessoas fiquem de pé também. Com dignidade, com qualidade de vida. Não para ser rico, mas para ter acesso ao básico: saúde, educação, comida, moradia. E se tivermos isso, ninguém vai querer sair daqui. E, se ninguém sai, a natureza fica.”

Para ele, o desafio agora é outro, o de manter o que foi conquistado. “Fizemos muito sacrifício para chegar até aqui. O difícil agora é manter. Quando você volta depois de dois anos e vê tudo funcionando, é sinal de que deu certo. É isso que eu quero, manter o que conquistamos, sempre dando um passo a mais.”

Olhando para o futuro, Mendonça planeja construir uma sala de reuniões climatizada, com Wi-Fi e espaço para até 36 pessoas. “Quero receber empresas aqui, fazer retiros, encontros de inovação”, projeta. “Afinal, a floresta é o melhor laboratório que existe. A diferença é que aqui, quem programa o futuro é a própria natureza.”

Três Unidos, quando a floresta fala por si

Na aldeia Três Unidos, localizada na margem esquerda do Rio Negro, próximo ao Rio Cuieiras, a aproximadamente 60 Km de Manaus, Nurilene Cruz, líder comunitária e empreendedora, transformou o desafio da sobrevivência em propósito coletivo.

Em 2012, ela fundou o Restaurante Sumimé, palavra que, em kambeba, significa “Japiim”, pássaro que imita o canto dos outros e reconstrói seu ninho toda vez que o vento o destrói. “Por aqui, nos identificamos com o japiim”, explicou. “Porque aqui, sem energia 24 horas, sem transporte próprio, tudo é desafio. Mas não desistimos, reconstruímos. Sempre”, completou.

Nurilene Cruz, líder comunitária e empreendedora da Aldeia Três Rios. Foto: Marcelo Ohek/Oitorama

Nurilene Cruz, líder comunitária e empreendedora da Aldeia Três Rios. Foto: Marcelo Ohek/Oitorama

O restaurante, que começou com panelas emprestadas e o apoio da FAS, hoje é símbolo da resistência e da criatividade da comunidade. Funciona por reserva e serve receitas indígenas preparadas com ingredientes da floresta, como o peixe frito no tucupi e o tradicional fani, prato ritual kambeba, feito de carne de jacaré e servido em poucas ocasiões. O espaço emprega cinco mulheres fixas, mas mobiliza toda a aldeia em dias de grande movimento. “Quando vem grupo grande, chamamos as mulheres para a cozinha e para o artesanato. O turismo é uma corrente, ninguém faz sozinho”, argumentou.

A parceria com a FAS foi o que deu visibilidade ao turismo de base comunitária. A fundação, em cooperação com a SAP, criou uma incubadora de negócios que oferece capital semente e capacitação em gestão, finanças e liderança.

“Ajudamos as comunidades a pensarem o negócio, montar um plano, fazer o canvas, apresentar como pitch, aprendendo na prática. Depois acompanhamos os resultados”, explicou Elizeu Ferreira, analista de Empreendedorismo da FAS.

Elizeu Ferreira, analista de empreendedorismo da FAS. Foto: Marcelo Kohek/Oitorama

Elizeu Ferreira, analista de empreendedorismo da FAS. Foto: Marcelo Kohek/Oitorama

O restaurante Sumimé e a Pousada Japiim, ambos incubados pela FAS, compõem hoje um pequeno complexo turístico comunitário, que inclui também trilhas guiadas, passeios de canoa, atividades de arco e flecha e experiências culturais na floresta.

Hoje, o Três Unidos recebe até 150 visitantes por mês em épocas de alta, muitos deles estudantes vindos do Rio de Janeiro e de outras regiões do Brasil. Os turistas que dormem na floresta escutam histórias contadas pelos anciãos, aprendem sobre a cultura Kambeba e compreendem o verdadeiro significado de sustentabilidade. “Queremos ser ouvidos, respeitados e parte da solução”, clamou.

Mas o impacto mais profundo de todo esse trabalho, segundo Nurilene, está na transformação das novas gerações. “Temos jovens líderes que agora sabem contar a história da nossa comunidade com orgulho. Eles são o nosso futuro. Sabem de onde vieram e para onde querem ir. A floresta ensina continuidade.”

Essa consciência, que mistura tradição e aprendizado tecnológico, também orienta o manejo local. “Hoje, tudo o que fazemos é de forma sustentável, da semente ao peixe, da madeira ao alimento. Precisamos viver da floresta, não contra ela”, afirmou.

Nurilene contou que os efeitos das mudanças climáticas já chegaram à região. “Moro aqui há 33 anos. Antes, ninguém imaginava que a água do rio fosse baixar tanto. Ano passado, só uma canoa entrava aqui. Nunca tinha acontecido. Agora, quando a seca vem, precisamos carregar tudo nas costas. É o preço de um clima que está mudando.”

Mesmo com as dificuldades, a esperança segue firme como o japiim. “A floresta é nossa casa, nossa escola, nosso mercado. Se ela cai, caímos junto. Por isso, precisamos de parceria, de tecnologia, de visibilidade”, disse ela.

E assim, entre o artesanato que também sustenta a economia local, antenas solares e mulheres fortes, a comunidade Três Unidos segue como o Japiim que a batiza: resiliente, criativa e pronta para cantar de novo depois de cada temporal que ameaça derrubar telhados e destruir a ancestralidade, que resiste ao sinal dos tempos.

*A jornalista viajou a convite da SAP

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