O Nubank demitiu dois funcionários acusados de planejar a sabotagem de sistemas internos do banco. As dispensas ocorreram por justa causa, informaram pessoas próximas ao tema. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, as demissões foram comunicadas internamente aos colaboradores da instituição. O comunicado, assinado por Eric Young, diretor de tecnologia (CTO) do Nubank, […]
O Nubank demitiu dois funcionários acusados de planejar a sabotagem de sistemas internos do banco. As dispensas ocorreram por justa causa, informaram pessoas próximas ao tema. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, as demissões foram comunicadas internamente aos colaboradores da instituição.
O comunicado, assinado por Eric Young, diretor de tecnologia (CTO) do Nubank, destacou que qualquer ameaça a sistemas financeiros constitui crime federal e que as autoridades competentes já foram acionadas. O texto ainda afirma que o plano de sabotagem foi identificado e contido a tempo, sem prejuízos às operações.
“Durante nossas operações regulares de Segurança da Informação, detectamos que dois funcionários estavam planejando sabotar sistemas internos. Agimos rapidamente para impedir que esses funcionários concretizassem o plano, utilizando nossas robustas defesas contra qualquer tipo de ameaça”, escreveu Young no comunicado interno, obtido pelo portal Metrópoles.
As novas dispensas ocorrem poucos dias após outras 12 demissões realizadas na semana passada. Segundo o banco, essas saídas foram motivadas por uma discussão ocorrida durante uma reunião virtual em que foi anunciada uma mudança no modelo de trabalho.
O formato remoto, amplamente adotado nos últimos anos, será gradualmente substituído por um modelo híbrido. A partir de 2026, os funcionários deverão comparecer presencialmente duas vezes por semana; em 2027, o regime passará a três dias no escritório. De acordo com o Nubank, a mudança tem como objetivo “fortalecer a cultura organizacional” e “acelerar o desempenho operacional”.
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Para acomodar o novo modelo, a instituição informou que ampliará sua estrutura física. Estão previstas inaugurações de escritórios em Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Buenos Aires (Argentina), Washington D.C., Miami e Palo Alto, nos Estados Unidos.
Atualmente, o banco mantém duas unidades em São Paulo, além de operações na Cidade do México e em Bogotá, na Colômbia. Também possui “hubs” em Montevidéu (Uruguai), Berlim (Alemanha) e Durham (EUA).
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região pediu a suspensão das demissões. Segundo a entidade, os trabalhadores têm o direito de manifestar discordância em relação a mudanças que afetam diretamente suas condições de trabalho.
*Com informações de Folha de S.Paulo e Metrópoles
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