Um novo relatório da Freshworks, divulgado pela TechRadar, revelou que um em cada cinco dólares investidos em software corporativo é desperdiçado. O motivo? Plataformas complexas, mal integradas e com baixa usabilidade, que acabam dificultando o trabalho dos colaboradores em vez de simplificá-lo. O estudo ouviu mais de 700 profissionais de TI, experiência do cliente, finanças […]
Um novo relatório da Freshworks, divulgado pela TechRadar, revelou que um em cada cinco dólares investidos em software corporativo é desperdiçado. O motivo? Plataformas complexas, mal integradas e com baixa usabilidade, que acabam dificultando o trabalho dos colaboradores em vez de simplificá-lo.
O estudo ouviu mais de 700 profissionais de TI, experiência do cliente, finanças e operações e constatou que 53% das empresas não atingem o ROI esperado em projetos de software. Além disso, 43% relataram estouro de orçamento e 32% criticaram o suporte dos fornecedores.
Segundo a pesquisa, a má implementação e o subuso das ferramentas geram um desperdício médio de 20% do orçamento de tecnologia, o que pode representar até 7% da receita anual perdida.
O relatório mostra que a promessa de produtividade das soluções digitais tem se transformado em sobrecarga. O funcionário médio utiliza 15 ferramentas diferentes e quatro canais de comunicação por dia, o que, em vez de agilizar fluxos, consome tempo e energia.
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De acordo com a Freshworks, os colaboradores perdem cerca de sete horas semanais tentando lidar com sistemas mal integrados ou interfaces complicadas. A situação tem levado inclusive à exaustão: 17% dos entrevistados afirmaram conhecer alguém que pediu demissão ou sofreu burnout devido ao uso excessivo de software.
A pesquisa detalha que os problemas variam de acordo com o setor. Profissionais de Customer Experience (CX) reclamam de falta de personalização nos fluxos de trabalho (42%), excesso de ferramentas (36%) e tarefas rotineiras lentas (33%). Já as equipes de TI citam integrações deficientes (36%), ferramentas isoladas (32%) e interfaces ultrapassadas (28%).
Para Dennis Woodside, CEO da Freshworks, o paradoxo é claro: “As ferramentas criadas para acelerar os negócios agora estão retardando o progresso.” Ele defende que a tecnologia deve empoderar as pessoas, não sobrecarregá-las, um ponto reforçado por Mika Yamamoto, Chief Customer and Marketing Officer da companhia, que sugere um novo foco: “Unificar sistemas e processos, com uma abordagem centrada nas pessoas, é o caminho para eliminar a complexidade e restaurar o equilíbrio.”
O relatório conclui que a chave está em racionalizar o ecossistema de software, cortando o que não agrega valor e priorizando soluções integradas. Essa simplificação não só melhora o retorno sobre investimento, como também aumenta a satisfação e o engajamento dos times.
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