O mercado de tecnologia é dinâmico – e isso também vale para os profissionais que atuam no setor. Divulgada nesta segunda-feira (24), a pesquisa anual da consultoria especializada em gestão de pessoas GPTW, conhecida pela certificação concedida às “melhores empresas para se trabalhar”, aponta que os motivos que levam colaboradores a permanecer nas organizações têm […]
O mercado de tecnologia é dinâmico – e isso também vale para os profissionais que atuam no setor. Divulgada nesta segunda-feira (24), a pesquisa anual da consultoria especializada em gestão de pessoas GPTW, conhecida pela certificação concedida às “melhores empresas para se trabalhar”, aponta que os motivos que levam colaboradores a permanecer nas organizações têm se modificado.
Quando questionados sobre o principal motivo pelo qual continuam em seus trabalhos atuais, colaboradores do setor de TI colocaram, pela primeira vez, “Qualidade de Vida” acima de “Oportunidade de Crescimento”. A diferença é pequena, de apenas 1%, mas acompanha outras respostas que indicam uma busca maior pelo equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
“Remuneração e Benefícios” e “Estabilidade” foram os fatores que apresentaram maior avanço no período. Enquanto o primeiro registrou 12% em 2024 e apenas 10% dois anos antes, hoje é apontado como motivo de permanência por 14% dos respondentes. Estabilidade, por sua vez, mais que dobrou: 7% dos entrevistados mencionam o tema, contra apenas 2% em 2024.
“A dinâmica do mercado de trabalho continua a evoluir, evidenciando a valorização de ambientes saudáveis e relações profissionais construtivas. O ranking GPTW Tecnologia da Informação reconhece e celebra as organizações que lideram na criação de espaços exemplares, onde a maturidade profissional é vista como um ativo valioso”, destacou a GPTW no relatório deste ano.
Nesta edição, a certificação contou com 791 empresas inscritas, impactando mais de 400 mil colaboradores. A região Sudeste concentra 62% das premiadas, com 87 representantes. O Sul reuniu 33 organizações; o Nordeste, 12; o Centro-Oeste, 7; e o Norte, apenas uma.
A distribuição etária apresentou estabilidade nos últimos três anos analisados. A faixa de 26 a 34 anos segue como a mais representativa, mesmo tendo registrado variação negativa de 2023 para 2025, de 38% para 35%. Em seguida aparece a participação de colaboradores entre 35 e 44 anos, que se manteve estável, com oscilação de um a dois pontos percentuais. Já o grupo acima de 44 anos não ultrapassou 15% no período.
Aproximadamente sete em cada dez colaboradores estão há, no máximo, cinco anos nas empresas (71%). Essas duas faixas foram as que mais apresentaram mudanças no período. A proporção de pessoas com menos de dois anos de casa teve queda significativa de sete pontos percentuais entre 2023 e 2025. Por outro lado, houve crescimento equivalente no grupo com dois a cinco anos de empresa, que passou de 24% em 2023 para 30% neste ano.
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Segundo a GPTW, os dados revelam uma tendência recente de aumento da estabilidade entre as empresas premiadas do setor de tecnologia da informação.
As organizações reconhecidas também apresentaram estabilidade quanto ao total de mulheres em seus quadros. Nesta edição, o índice permaneceu em 39%. Pesquisas sobre a presença feminina no setor indicam que a proporção varia entre 30% e 39%. O percentual ainda é inferior à participação de mulheres na população brasileira, que foi de 51,5%, segundo o Censo Demográfico do IBGE de 2022.
Ao analisar a distribuição de gênero por níveis de gestão nos últimos três anos, observa-se estabilidade nos cargos de alta liderança e liderança média, e queda na participação feminina em funções de liderança operacional. A alta e a média liderança apresentaram proporção inferior à distribuição geral de mulheres nas Melhores Empresas Para Trabalhar em Tecnologia da Informação em 2025.
A participação feminina em cargos de alta liderança (Direção, C-Level) voltou aos indicadores de 2023, com 26%, após atingir seu pico em 2024, com 31%. Já a liderança média (Média Gerência) manteve-se estável em relação a 2023, variando de 38% para 37% nesta edição. O mesmo ocorreu com a liderança operacional, que passou de 36% em 2023 para 35% em 2025.
Nesta edição, 16% dos cargos de CEO nas empresas premiadas são ocupados por mulheres. Embora ainda baixo, o índice é mais que o dobro dos 7% registrados no ranking geral de empresas brasileiras da GPTW.
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