ITF Portal - Banner Topo
Slot: /23408374/itf-ad-banner-topo
720x300, 728x90, 728x210, 970x250, 970x90, 1190x250
meios de pagamento
Wise

Pessoas são o motor de crescimento da Wise e Brasil acelera a próxima fase da fintech

A Wise vive um momento de expansão raro no setor financeiro global. Enquanto tantas empresas de tecnologia revisam estruturas e lutam para encontrar talentos altamente qualificados, a fintech britânica, que movimenta £36 bilhões por trimestre e já emitiu mais de 11 milhões de cartões, aposta no contrário: crescer a partir de uma cultura que combina […]

Publicado: 04/03/2026 às 12:07
Leitura
5 minutos
Isabel Naidoo, Chief People Officer da Wise. Foto: Divulgação
Construção civil — Foto: Reprodução

A Wise vive um momento de expansão raro no setor financeiro global. Enquanto tantas empresas de tecnologia revisam estruturas e lutam para encontrar talentos altamente qualificados, a fintech britânica, que movimenta £36 bilhões por trimestre e já emitiu mais de 11 milhões de cartões, aposta no contrário: crescer a partir de uma cultura que combina velocidade, propósito e uma diversidade quase difícil de replicar.

Ao todo, 6,5 mil funcionários de 125 nacionalidades trabalham na empresa, e 43% deles vivem fora de seus países de origem. Agora, o Brasil entra definitivamente nesse mapa: São Paulo acaba de se tornar o hub estratégico da Wise para a América Latina, um movimento que reposiciona o país como um dos principais centros de talentos do grupo.

Essa transformação é conduzida por Isabel Naidoo, Chief People Officer da Wise, que há três anos lidera o desafio de escalar uma cultura global sem apagar identidades locais, uma equação complexa em uma organização que opera em mercados regulados, altamente competitivos e pressionados pela corrida da inteligência artificial. “Quando você tem uma missão tão forte como a nossa, que é fazer o dinheiro fluir sem fronteiras, as pessoas se conectam imediatamente ao propósito”, afirma a executiva. “E isso cria uma base sólida para crescer rápido, sem perder a alma”, completa.

A força desse propósito aparece em números. Segundo ela, 70% dos clientes chegam à Wise por recomendação, e internamente a companhia registra índices de engajamento que a colocam entre os 10% melhores ambientes de trabalho do setor de tecnologia no mundo.

A diversidade, porém, não é apenas um efeito colateral da expansão global. É parte ativa da estratégia. Segundo Isabel, a empresa se beneficia diretamente de ter uma força de trabalho que espelha sua base de clientes. “Temos quase 50% de mulheres em todos os níveis da companhia e mais de 50% de representatividade de minorias. Isso não é um programa de RH; é como operamos. A diversidade está embutida no nosso modelo de produto e no nosso modelo cultural”, assinala.

Brasil como polo da Wise

No Brasil, essa filosofia se traduz em ações práticas. A empresa tem intensificado iniciativas de inclusão e formação de talentos, reunindo comunidades de tecnologia de regiões periféricas de São Paulo e ampliando a busca por perfis não tradicionais, especialmente em engenharia, compliance, segurança e produto. “O país tem obstáculos estruturais profundos.

Por isso, estamos sendo deliberados sobre como alcançar quem normalmente não chegaria até nós”, diz. Na última semana, a executiva britânica abriu em português, aprendendo as frases foneticamente, um evento dedicado a atrair jovens sub-representados para carreiras em tecnologia. Seus esforços incluem ainda a participação em círculos de desenvolvimento feminino e programas internos que incentivam liderança e progressão de carreira.

O processo de expansão no Brasil não é tímido, revela ela. A Wise analisou mercados no mundo inteiro antes de decidir onde construir seu novo “full stack hub”, conceito que reúne engenharia, produto, risco, fincrime, atendimento, marketing e RH no mesmo território, permitindo resolver problemas de clientes de forma mais rápida e integrada.

São Paulo venceu por disponibilidade de talentos qualificados, diversidade, custo competitivo e maturidade de mercado. “Quando colocamos engenheiros, gerentes de produtos e especialistas de risco sentados lado a lado, a velocidade dispara. O Brasil nos oferece exatamente essa combinação”, explica ela.

Mas atrair talentos não basta: é preciso engajá-lo, mais do que retê-los. E a Wise aposta em políticas que fogem do padrão e resistem mesmo em períodos globais de corte de custos.

Sabáticos pagos a cada quatro anos, licença parental neutra em gênero, e o Mobile Wiser, programa que permite trabalhar até 90 dias por ano em outro país, compõem um pacote que se tornou símbolo da cultura da empresa.

O impacto, diz Isabel, é medido com a mesma obsessão que guia a experiência do cliente. “Monitoramos engajamento, turnover e, no caso dos sabáticos, acompanhamos a taxa de retorno após seis semanas de descanso remunerado, que ultrapassa 90%. É um investimento que volta em criatividade, foco e capacidade de resolução de problemas”, celebra.

A inteligência artificial (IA), claro, também já faz parte desse arsenal de produtividade, mas sempre em um modelo centrado no humano. A empresa adota guidelines formais que impedem decisões automatizadas sem supervisão humana, evita riscos de alucinação e oferece treinamentos específicos para diferentes níveis de maturidade.

Segundo Isabel, há desde iniciativas para ensinar colaboradores a usar Gemini no cotidiano até trilhas avançadas para engenheiros que desenvolvem produtos de IA em escala. Além disso, a Wise criou um “feedback coach” interno baseado em modelos de linguagem, que ajuda gestores a melhorar avaliações de desempenho. “Fizemos mais de 10 mil interações com esse coach nos últimos ciclos. Isso eleva a qualidade da conversa sobre performance e cria líderes melhores”, conta.

Isabel resume seu papel, e dos líderes de RH hoje, em três frentes: preparar habilidades para o futuro, criar uma experiência irresistível para os colaboradores e garantir que a empresa opere com ritmos e modelos organizacionais capazes de sustentar o crescimento acelerado.

Ela sorri ao dizer que tem “o melhor trabalho da companhia”, justamente por unir propósito, impacto e complexidade humana. “No fim do dia, tudo é sobre pessoas. Elas são o maior motor da Wise. E meu trabalho é garantir que cada uma delas esteja no lugar certo, fazendo o melhor trabalho da carreira”, conclui.

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
Imagem do ícone
Notícias
Imagem do ícone
Revistas
Imagem do ícone
Materiais
Imagem do ícone
Eventos
Imagem do ícone
Marketing
Imagem do ícone
Sustentabilidade
Notícias relacionadas