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Como as maiores empresas do mundo tomam decisões?

Em todo o planeta, as empresas estão compreendendo cada vez mais que decisões baseadas em suposições podem custar caro, e estão passando a enxergar os dados como uma nova moeda. Portanto, elas não estão mais se apegando apenas à intuição, mas sim testando, experimentando e validando suas ideias antes de colocá-las no mercado. Essa nova […]

Publicado: 04/03/2026 às 18:24
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Como as maiores empresas do mundo tomam decisões?
Construção civil — Foto: Reprodução

Em todo o planeta, as empresas estão compreendendo cada vez mais que decisões baseadas em suposições podem custar caro, e estão passando a enxergar os dados como uma nova moeda. Portanto, elas não estão mais se apegando apenas à intuição, mas sim testando, experimentando e validando suas ideias antes de colocá-las no mercado. Essa nova postura dialoga diretamente com dados do relatório Insights-Driven Businesses Set The Pace For Global Growth, realizado pela Forrester, que mostram que as organizações que tomam decisões baseadas em dados possuem um crescimento anual de mais de 30%.

A cultura de experimentação é o que tem de fato separado as gigantes do mercado daquelas que ficam para trás. É evidente o poder de ferramentas como os testes A/B, que permitem que as companhias comparem duas versões de um produto ou serviço para ver qual tem um desempenho melhor. Essa abordagem, ainda que seja deixada de lado muitas vezes, é fundamental para entender o que realmente ressoa com os consumidores.

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Empresas como Google, Netflix e Coca-Cola demonstram na prática como esses testes podem gerar insights valiosos: o Google, por exemplo, testou 41 tons diferentes de azul em seus links de anúncios e resultados de busca para identificar a cor que gerava mais cliques. A partir disso, registrou um aumento de US$ 200 milhões por ano em receita, acredite ou não, apenas ajustando a cor.

Já a Netflix realiza centenas de testes A/B, especialmente com as capas de filmes e séries, e como resultado, observou que mudar a imagem de destaque pode aumentar a visualização entre 20% e 30%. Esse exemplo deixa claro que, muitas vezes, a forma como o conteúdo é apresentado é tão importante quanto o conteúdo em si. Além disso, tais abordagens melhoram a experiência do usuário e maximizam o engajamento.

Portanto, casos como esses ilustram claramente que pequenas mudanças podem ter impactos significativos e, além de aumentar os ganhos, também reforçam a importância dos dados nas decisões empresariais. Vale lembrar que em um ambiente competitivo, onde cada detalhe conta, a capacidade de testar e ajustar rapidamente pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso.

A Coca-Cola, por sua vez, mostrou que nem todo experimento resulta em vitória: em 1985, a empresa lançou a “New Coke” após testes cegos de sabor, mas essa mudança não agradou ao público. A consequência foi um fracasso que forçou a empresa a voltar à sua fórmula original. Mas, ainda que não tenha tido êxito, experiências como essa reforçam que embora os dados sejam valiosos, eles não capturam o aspecto emocional do consumidor. A lealdade à marca e as conexões emocionais podem ser tão importantes quanto os números. Logo, o fracasso da “New Coke” ressalta que a experimentação deve ser acompanhada por uma compreensão profunda do público-alvo.

Assim, é importante compreender que a cultura de experimentação é muito mais do que uma estratégia: é uma mentalidade que deve ser incorporada em todos os níveis da empresa. Quem adota essa abordagem está melhor posicionada para inovar e se adaptar às mudanças do mercado. Além disso, a automação de tarefas repetitivas, especialmente nas grandes empresas, amplia o tempo disponível das equipes para testar, explorar hipóteses de crescimento e tomar decisões com mais calma e embasamento, criando um ambiente propício para inovação contínua. Como resultado, há a promoção da curiosidade e da disposição para correr riscos calculados – o que não significa que todas as ideias terão sucesso, mas cada experimento oferece uma oportunidade de aprendizado.

O fato é que companhias que enxergam o fracasso como parte dos processos têm mais chances de encontrar soluções inovadoras e se destacar no mercado, e as lições aprendidas com as gigantes são valiosas para qualquer negócio, independentemente do tamanho ou setor. Em um mundo em constante mudança, a experimentação é tanto uma opção quanto uma necessidade. Portanto, comece a testar, aprender e inovar, pois o futuro da sua empresa pode depender disso.

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