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EXCLUSIVA: Eficientes, inovadoras e sustentáveis: as empresas para se investir em 2026

O ano de 2026 promete não ser fácil para as empresas que buscam investimentos. O mercado está mais seletivo e exigente, e aquelas capazes de combinar eficiência operacional, inovação aplicada e sustentabilidade provavelmente atrairão mais atenção, segundo os próprios investidores. Modelos de negócio com capacidade comprovada de resolver problemas reais, com impacto socioambiental mensurável, geração […]

Publicado: 04/03/2026 às 06:52
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Um homem vestido formalmente, segurando um tablet, com elementos gráficos digitais projetados no ar. Os ícones incluem um foguete, símbolos de inteligência artificial (AI), pesquisa, gráficos de crescimento, alvos e instituições financeiras. A cena transmite inovação, tecnologia e crescimento empresarial (startups, startup, inovação, disrupções, Sebrae, PWC, inovação)
Construção civil — Foto: Reprodução

O ano de 2026 promete não ser fácil para as empresas que buscam investimentos. O mercado está mais seletivo e exigente, e aquelas capazes de combinar eficiência operacional, inovação aplicada e sustentabilidade provavelmente atrairão mais atenção, segundo os próprios investidores. Modelos de negócio com capacidade comprovada de resolver problemas reais, com impacto socioambiental mensurável, geração de caixa previsível e capacidade de escala apoiada por tecnologia – especialmente IA e automação – serão os alvos porque investidores buscam mais evidências de solidez do que no passado.

“O mundo inteiro está buscando soluções de baixo carbono, de energia renovável, de rastreabilidade ambiental e de uso responsável de recursos naturais. E o Brasil, especialmente a Amazônia e o Nordeste, concentra vantagens únicas nessa área. Grandes fundos globais estão direcionando bilhões para tecnologias de adaptação climática e soluções baseadas na natureza”, explica Giovanni Beviláqua, coordenador de acesso a crédito e investimentos do Sebrae Nacional.

Para ele, há uma força crescente das tecnologias climáticas e da bioeconomia. Beviláqua acrescenta que a estabilidade institucional e o protagonismo do Brasil na pauta climática tornam o País mais atrativo ao capital estrangeiro, além de interiorização e descentralização dos polos de inovação.

Leia também: Até onde vai a guerra das fintechs?

“Isso não é apenas um dado estatístico; é um sinal de que a economia brasileira está se tornando mais diversa, mais distribuída e mais conectada aos seus próprios biomas”, destaca.

Solidez e mensuração

Para Fernando Trota, CEO da Triven, o capital em 2026 tende a se concentrar em empresas que já demonstraram capacidade de crescer sem queimar caixa, e a eficiência “se tornou mais importante que velocidade”. Juros elevados e baixo crescimento econômico fazem com os investidores busquem empresas que conseguem escalar com resultado, governança e geração de receita.

Ele elenca duas tendências como mais atrativas no curto prazo: tecnologia aplicada a setores tradicionais para resolver ineficiências estruturais, em áreas como logística, serviços financeiros, educação, saúde e agro; e projetos ligados a energia, clima e infraestrutura sustentável, especialmente relacionados à eficiência energética, eletrificação de frotas e gestão de carbono.

Matheus Fagundes, CEO da Audaces, reforça que os investidores terão um olhar mais criterioso sobre a maturidade dos projetos e a capacidade das empresas de gerar resultados. “O investimento só faz sentido quando vem acompanhado de atualização constante e clareza de propósito”, afirma o executivo. E recomenda que os empreendedores participem de eventos, associações de setor, programas de capacitação, compartilhem práticas e estejam abertos a críticas. “Para captar, é preciso se mostrar, evoluir o produto e não se apaixonar demais pela própria ideia”, diz.

Do lado do empreendedor, o desafio será defender o próprio negócio, diz Pedro Waengertner, CEO da ACE Ventures. O erro mais comum, diz ele, é a falta de foco na prospecção, ou seja, oferecendo o projeto para todos os investidores sem distinção de tese. “O acerto começa no dever de casa, ao analisar os investimentos recentes do fundo e entender profundamente no que eles acreditam”, explica. “O investidor precisa entender onde a empresa está inserida e para onde o mercado vai caminhar.”

Trota complementa: “Hoje o investidor não quer só boas histórias e promessas; quer ver os números”, enfatiza. Entre as falhas mais comuns, segundo ele, estão buscar rodadas antes de estar organizado operacionalmente e negligenciar governança mínima. “O erro clássico é buscar capital porque ‘tem que captar’, sem saber para quê. O acerto real é saber para onde o recurso vai e ter planos, métricas e execução já em curso”, diz.

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