Objetivos da fabricante passam por constituir uma base com 20 revendas, firmar acordo com mais dois distribuidores e um parceiro OEM
A FatPipe chega ao Brasil com a intenção de conquistar 15% de participação no mercado nacional de tecnologia de redes de comunicação. Com um portfólio composto por nove produtos, a fabricante norte-americana começa a formar base em terras brasileiras e procura parceiros para comercializar suas soluções de contenção, VPN (do inglês, Rede Virtual Privada), segurança, otimização e redundância.
“Existe um grande mercado para nossa tecnologia na América Latina”, acredita Ezra Correa, vice-presidente de vendas da empresa. Tanto que, no primeiro ano, o objetivo da fabricante é fazer com que cada US$ 1 investido no Brasil, retorne US$ 3 em receita.
O executivo salienta que as vendas no País ocorrerão 100% através de canais. Até o final do ano, a meta da empresa é cadastrar cerca de 20 parceiros, de perfil integrador e atuação na área de redes. Os primeiros treinamentos acontecerão nos Estados Unidos, com investimento de US$ 1 mil, para cada técnico que as revendas submetam a capacitação.
Segundo Correa, em alguns casos, margem para o canal deve chegar a 30%. “É uma taxa bastante agressiva”, avalia o executivo, ao dizer que, em troca, as revendas precisarão demonstrar comprometimento com a marca, com manutenção de um estoque mínimo de produtos em suas prateleiras para homologação e demonstração nos clientes.
Uma das estratégias da companhia contempla o fornecimento para as verticais de finanças, hotelaria, call centers. Outro setor que desperta interesse da fabricante é o de Governo. Para atender as demandas dos órgãos públicos, a FatPipe já cadastrou um distribuidor, a Premier, de Brasília, que irá atuar no fornecimento de tecnologia para a vertical. Segundo o diretor, a idéia é ter mais dois distribuidores: um de abrangência nacional e outro com foco regional.
Correa antecipa também que está em andamento um acordo OEM e menciona o início de diálogo com um possível parceiro para a categoria no estado de São Paulo.
O escritório montado na capital paulista, para o qual cinco profissionais foram contratados, irá suportar as atividades da companhia na América do Sul. Na próxima semana, a fabricante deve inaugurar uma subsidiária no México, que reforçará a atuação latino-americana e no Caribe.
Perspectivas do canal
A FatPipe já cadastrou alguns canais em sua base. Uma delas é a E + E, integradora com sede na cidade de São José (SC), que possui uma carteira composta por 70 clientes, para os quais oferece soluções infra-estrutura e storage. O diretor da revenda, Ricardo Carneiro, está bastante otimista com o início da parceria e calcula que poderá ofertar a tecnologia da nova aliada à 20% de sua base. “Já temos quatro projetos em andamento”, antecipa, citando a marca.