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Transição para IPv6 não gera gastos extras

De acordo com especialistas, adequar-se à versão 6 não custará muito; para as corporações IPv6 permitirá ganhos reais de produtividade

Publicado: 15/04/2026 às 06:48
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3 minutos
Transição para IPv6 não gera gastos extras
Construção civil — Foto: Reprodução

Por conta do anúncio do esgotamento, até 2010, dos endereços IP na versão 4, muitas empresas acenderam a luz amarela. Segundo especialistas, para uma companhia realizar a migração, independentemente do seu porte, terá de estar atenta para manter as duas operações em funcionamento – os dois protocolos terão que co-existir durante o período de transição.

Para Marcelo Toledo, CTO da Vex, que instala redes de hotspots e desenvolve sistemas de acesso Wi-Fi, todos os impactos do IPv6 para os usuários corporativos já foram previstos pelos próprios engenheiros que projetaram o novo padrão. “A migração será suave”, garante.

De acordo com Toledo, usuários sem experiência técnica terão muito pouco com o que se preocupar, pois a única coisa a ser feita é habilitar o IPv6 em seus computadores – sendo que sistemas operacionais, como o Windows Vista, já saem da caixa com esse recurso padronizado.

A Vex têm milhares de equipamentos se comunicando sobre IPv4. “Em um determinado momento, todos, gradualmente, passarão a funcionar via IPv6, em uma transição imperceptível.”

Sem pesar no bolso

Já quem fez investimentos recentes em equipamentos adequados para IPv4 pode dormir tranqüilo. Segundo Toledo, tanto os softwares do IPv4 quanto do IPv6 viabilizam a comunicação IP e, desta forma, o hardware não se tornará obsoleto. “É provável que as empresas atualizem a comunicação nas duas versões do protocolo.”

O VexBox, por exemplo, parte principal de um hotspot da Vex, já sai da fábrica com suporte ao IPv6. “Quando as operadoras iniciarem as migrações, teremos como habilitar nossos equipamentos de maneira correta. As máquinas que ainda não suportam o novo IP deverão ser atualizadas pelos firmwares dos fornecedores. Mas o investimento para se adequar ao IPv6 será praticamente nulo”.

Davi Carvalho, diretor de TI da Transit Telecom, explica que, para a operadora que trabalha com soluções em VoIP, os atuais equipamentos de rede já têm a opção de receber, também, o IPv6. “Problemas poderiam ocorrer quando uma máquina que fala apenas a versão 4 precisar trocar informações com outra que só entende o IPv6. Mas, mesmo neste caso, estão previstas situações de transição”, escarece.

Por conta disso, poucos orçamentos devem movimentar o mercado por conta da adoção do padrão. “Apenas dois custos serão maiores do que o previsto pelos analistas: os das áreas de treinamento e de desenvolvimento, devido à necessidade de entendimento das principais mudanças trazidas com a nova tecnologia”, diz Robson Oliveira, diretor da IPv6 do Brasil, especializada em internet.

Por outro lado, segundo especialistas, o uso do IPv6 dentro do ambiente corporativo permitirá ganhos reais de produtividade. “Pelo fato de haver no IPv6 um número muito maior de endereços, funcionários terão dentro de uma mesma empresa diversas formas de conectividade, com a possibilidade de estarem sempre online, em qualquer lugar”, diz Oliveira.

Acompanhe a série especial de reportagens sobre IPv6.

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