Quarta entrante do mercado enfrentou problemas durante testes com 10 mil chips, mas afirma que eles já foram resolvidos para a estréia
A Aeiou, marca adotada pela empresa que será a quarta operadora de celular em São Paulo, afirmou estar pronta para sua estréia comercial nesta segunda-feira (08/09), apesar de admitir ter enfrentado alguns problemas técnicos no período de testes que realizou com 10 mil chips na capital paulista.
O presidente-executivo José Roberto Melo da Silva, que é também o idealizador da companhia, informou que a antiga Unicel enfrentou alguns ‘bugs’, mas que todos estariam resolvidos para o começo da operação. A chegada da portabilidade numérica, no início de setembro, beneficia operadoras estreantes como a Aeiou, mas ela só chega ao código 11 em março de 2009, quando também a Oi estará no estado de São Paulo, além de Vivo, TIM e Claro.
Na quinta-feira (04/09), a Agência Nacional de telecomunicações (Anatel) deu sua anuência prévia à venda de 49,01%, por US$ 62 milhões, do capital da operadora para a HiTs Telecom, grupo da Arábia Saudita que também controla operadoras no continente africano. O investidor Edward Jordan, que havia sido apresentado pela empresa, deixou o negócio. Em 2006, a empresa foi a única interessada pelas licenças de celular no estado de São Paulo que a Anatel já havia tentado vender três vezes sem sucesso, mas o pagamento das garantias só foi feito após liminar.
A operadora chegou a anunciar que teria escolhido a Ericsson para montar sua rede, mas a dificuldade de obter recursos fez com que o negócio não fosse adiante. Na negociação com outro investidor – desta vez a HiTs -, a antiga Unicel acertou com a Huawei, com quem a árabe tem contrato global.
pesar de ter comprado licenças para todo o Estado de São Paulo, um dos lotes é alvo de um pedido de reconsideração por parte da TIM junto à Anatel. Por isso, por enquanto a operação está restrita à região metropolitana (código 11).