Cisco, Ericsson, Freescale, SAP e Sun, entre outros, se juntam para defender o IP como protocolo de comunicação entre objetos inteligentes
Você acha que usar o protocolo IP serve apenas para conectar milhares de computadores em rede, permitindo a troca de informações entre eles? Pois a internet das coisas deve ter seu desenvolvimento acelerado com a criação da IP for Smart Objects Alliance (IPSO).
O grupo, que tem entre seus membros fabricantes como Cisco, Ericsson, Freescale, SAP e Sun, tem como objetivo promover o uso do protocolo IP como padrão para a conexão de objetos inteligentes (smart objects) – objetos que transmitem informações sobre condições de seu ambiente, como temperatura, luz, movimento, para locais onde elas possam ser analisadas e relacionadas com outros dados para que ações possam ser realizadas. Entre as aplicações disponíveis hoje estão automação residencial e industrial, monitoramento de pacientes para hospitais, entre outras.
A idéia é trabalhar em conjunto com a Internet Engineering Task Force (IETF) e o Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), que desenvolvem e ratificam padrões técnicos para a internet, realizando testes de interoperabilidade, documentanto o uso de novas tecnologias baseadas em IP, conduzir ações de marketing e servir como um repositório para usuários procurando entender o papel do IP em redes de objetos físicos.
“Diferente de tecnologias proprietárias, que geralmente estão limitadas a um único meio físico, o IP permite aos usuários flexibilidade virtualmente ilimitada graças à sua arquitetura em camadas. Ele funciona me qualquer camada física, do fio ao Wi-Fi, a rádios de baixo consumo de energia e mais”, afirmou Jean-Philippe Vasseur, engenheiro da Cisco e chairman do conselho da IPSO.
A participação no grupo está aberta a qualquer empresa que tenha interesse em promover a internet das coisas. As contribuições variam entre US$ 2,5 mil e US$ 5 mil por ano.