Segundo o presidente da operadora, preços até R$ 2,6 mil refletem a alta carga tributária
A Claro, que já anunciou seus planos para a comercialização do iPhone 3G, tem 30 mil aparelhos para vender em suas 25 lojas próprias e também para a lista de interessados que se cadastraram no site da operadora. “Já pedimos para o ano inteiro. O primeiro lote veio com menos aparelhos do que pedimos”, disse o presidente da Claro, João Cox, em teleconferência com jornalistas, sem explicar os motivos. Em julho, a Apple enfrentou problemas com o estoque de iPhones 3G. Segundo analistas, a falta ocorreu pelo fato de a fabricante não estar preparada para a alta demanda do aparelho.
No Brasil, Cox acredita que os primeiros aparelhos serão vendidos rapidamente. O presidente da Claro deu a entender que um próximo lote possa chegar já no mês que vem.
A lista de 100 mil pessoas que se cadastraram no site da empresa – que já aumentou para um número não informado – será a referência para a venda do aparelho. Os interessados serão contatados no decorrer da próxima semana. O perfil deste público é de pessoas entre 25 e 35 anos, divididos igualmente entre homens e mulheres, pertencentes às classes A e B.
Perguntado sobre o preço do iPhone, que pode chegar a R$ 2,6 mil no plano pré-pago, Cox alegou que eles representam o valor de venda do iPhone 3G nos Estados Unidos, acrescido de impostos. “Os impostos e taxas são quase 100% do preço que pagamos pelo aparelho”, disse. Ainda assim, o subsídio oferecido pela operadora é alto. Cox aproveitou para alfinetar a carga tributária no País. De acordo com ele, armas, munição e cachaça pagam menos impostos que os celulares.
A Vivo realizará às 23 h desta quinta-feira (25/09) uma coletiva de imprensa para anunciar seus planos de venda do iPhone 3G.