Presidente do fundo diz que objetivo é adequar o negócio ao processo de análise pela Anatel e governo
Acionista da Oi e da Brasil Telecom, a Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, admite prorrogar o prazo para conclusão da operação de fusão entre as duas operadoras de telefonia, originalmente previsto para 19 de dezembro próximo. O presidente da Previ, Sergio Rosa, justificou ontem uma eventual dilatação do prazo como medida necessária para adequar o que classificou de bom negócio entre as operadoras ao processo de análise da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
“Se o negócio continuar fazendo sentido para todo mundo, como eu acho que continua fazendo, existe a possibilidade de prorrogar essa data de validade dos contratos – afirmou Rosa, que participou ontem do 29° Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, promovido pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) no Rio. “Existe a possibilidade sempre, desde que as duas partes queiram”.
Presente no capital das duas operadoras, a Previ mantém uma posição de maior relevância na Brasil Telecom, na qual faz parte do bloco de controle. Daí, na prática, ser considerada mais vendedora do que compradora. Ao admitir a possibilidade de prorrogar o prazo para conclusão do negócio, Rosa praticamente abre mão de R$ 490 milhões, valor estipulado como multa a ser paga pela Oi à Brasil Telecom, caso o negócio não seja fechado no prazo estipulado.
O executivo fez questão de desvincular, no entanto, a dilatação do prazo da fusão da crise financeira internacional. Para Rosa, as turbulências globais não deverão atrapalhar o negócio entre as teles.
“A crise atrapalha? Acho que não. A operação foi feita pensando no posicionamento estratégico das duas empresas. Não tem nada na crise que mude essa lógica”, descartou Rosa.