Levantamento da Economática mostrou que onze empresas de capital aberto do setor perderam 36,3% de valor de mercado em 2008
Como no resto do mundo, embora com menor intensidade, as operadoras
de telecomunicações brasileiras listadas em bolsa de valores estão
assistindo à desvalorização de seus papéis.
Levantamento efetuado pela Economática e divulgado na última
sexta-feira mostrou que onze empresas de capital aberto do setor de
telecomunicações perderam 36,3% de valor de mercado em 2008. Depois de
terem chegado a US$ 55,7 bilhões em dezembro de 2007, caíram para US$
35,5 bilhões no último dia 6, registrando perda de US$ 20,2 bilhões.
A mesma Economática estudou o comportamento das ações das
empresas mexicanas do setor e constatou um perda mais significativa
naquele país. Cinco das teles do México perderam 50,7% do valor de
mercado no ano de 2008, despencando de US$ 147,9 bilhões para US$ 72,9
bilhões no mesmo período, constituindo uma queda de US$ 75 bilhões.
Dentre as empresas nacionais se destaca a Telefônica (Telesp
fixa) que perdeu US$ 2,3 bilhões, saindo de US$ 12,9 bilhões para US$
10,5 bilhões, portanto uma queda menos acentuada que a de suas
concorrentes, de 18%. “Além de a Telesp ser considerada boa pagadora de
dividendos, a empresa passa a percepção ao mercado de que não será
afetada pela crise internacional”, afirmou a analista Beatriz Batelli,
do Banco Brascan, referindo-se às receitas de telefonemas fixos.
A Telemar/Oi perdeu 48%, saindo de US$ 9,1 bilhões para US$ 4,7
bilhões. A Vivo caiu 57%, de US$ 8,8 bilhões para US$ 3,7 bilhões, e a
TIM perdeu 55%, de US$ 9 bilhões para US$ 4 bilhões. A Brasil Telecom
ficou em 8% de queda, de US$ 7,4 bilhões para US$ 6,8 bilhões, enquanto
a Embratel perdeu 10%, de US$ 3,8 bilhões para US$ 3,4 bilhões.