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TIM oferta linhas fixas para pequenas empresas

Operadora preferiu não comentar possível interesse de compra feita pela Telefônica

Publicado: 01/05/2026 às 16:10
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TIM oferta linhas fixas para pequenas empresas
Construção civil — Foto: Reprodução

Atenta à necessidade não-atendida do segmento de pequena e microempresa em relação a um serviço adequado de telecomunicações, a TIM formatou uma proposta inovadora utilizando sua condição de operar a telefonia fixa, além da celular. Trata-se do “TIM Fixo Office”, um produto que permite ao cliente fazer ligações gratuitas a partir do fixo para celulares, desde que dentro da rede da operadora.

O diferencial representa um barateamento significativo nos gastos mensais da pequena empresa que, conforme pesquisa encomendada pela TIM, gasta mais com celular hoje do que com fixo, afirmou o diretor de planejamento estratégico e novos negócios da TIM, Renato Ciuchini.

Ao lado das ligações gratuitas, outro diferencial é poder prescindir de adquirir um PABX, optando por usar um PABX que fica na rede da TIM. É como se fosse um PABX virtual, pelo qual o cliente não paga nada, mas usufrui das funções de um PABX normal, transferindo ligações entre ramais, como qualquer outro.

O custo mensal do pacote recém-lançado é R$ 39,61 e ele foi pensado para empresas que têm até 20 funcionários, disse Ciuchini. Estão incluídos 200 minutos em chamadas para outras operadoras, pois as realizadas na rede não são cobradas. “O mercado alvo são os pequenos negócios que, juntos, faturam R$ 5 bilhões ao ano e vão crescer 5% ao ano nos próximos anos”, afirmou o executivo.

Ciuchini considera a oferta agressiva, pois alega que a linha fixa comercial das concessionárias fixas (Telefônica, Oi e Brasil Telecom) custa R$ 75. Ao mesmo tempo tem a função de reduzir o custo que mais dói no bolso do pequeno empresário, que é o da telefonia celular. “A empresa grande gasta mais com telefonia fixa e dados, enquanto as pequenas gastam mais com celular”, disse o executivo. Ao chamar outra empresa móvel, o TIM fixo vai faturar a ligação fixo-móvel, e se houver excedente será cobrado pela mesma tarifa do pacote. A vantagem, portanto, está na ligação TIM-TIM.

A expectativa da operadora é atrair 10% desse mercado de R$ 5 bilhões em três anos.

Banda larga pré-paga vem aí

A oferta de linha fixa é uma alternativa convergente ao portfólio da TIM, que já contava com a banda larga móvel (TIM Web). Sem precisar o total de usuários de sua rede de terceira geração (3G), Ciuchini afirma que o crescimento tem sido relevante e que a banda larga móvel pré-paga está em vias de ser lançada.

Isto só não aconteceu ainda porque o modem ainda é muito caro e não pode ser subsidiado. Segundo o executivo, foi por isso que uma tentativa feita em março deste ano acabou abortada. “Enquanto o preço do modem não for reduzido, não há mercado para o pré-pago”, disse. Hoje, o modem da TIM Web custa em torno de R$ 500 e é fornecido pela ZTE (marca Onda) e Huawei.

Ciuchini está convencido de que a universalização da banda larga no País passa pela banda larga móvel pré-paga, assim como a telefonia só foi universalizada com a disseminação do celular pré-pago, rede que hoje conta com 140 milhões de usuários, enquanto os clientes de telefone fixo não passam de 40 milhões.

Para atingir o objetivo social de inclusão digital, o modem não poderia ultrapassar o custo de US$ 50, acredita o executivo. E para isso é preciso haver redução de impostos somada a aumento de escala na fabricação dos modems. “Sem ajuda do governo não será possível disseminar o uso de banda larga como têm os países mais desenvolvidos”, disse. E não são só os do Primeiro Mundo que têm índices de inclusão digital muito superiores aos 10% do Brasil. “Chile e Argentina estão muito à frente do Brasil”, comparou Ciuchini.

A TIM não comentou a notícia que circulou ontem em agências internacionais comentando divulgação do jornal italiano “Il Sore 24 Ore” a respeito do interesse da Telefónica pela TIM Brasil, expresso numa oferta de R$ 21 bilhões, quando as ações da empresa atingem R$ 11 bilhões.

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