Solução não precisa de licença específica na Anatel e tem custo menor
Pequenas e médias empresas (PME) que necessitam de acesso dedicado à internet estão no foco nos fornecedores de telecomunicações. E, para garimpar este tipo de cliente é preciso oferecer preço competitivo, já que o orçamento nem sempre está folgado, principalmente em tempos de crise. A Intelig aposta em uma solução pré-WiMAX, denominada IP Max. A estratégia, de acordo com diretor de produtos, Alexandre Dal Forno, é entrar em um mercado do qual a telco ficou de fora.
Lançada em novembro último, a solução visa a aumentar a competitividade da Intelig, uma vez que seus concorrentes diretos já oferecem serviços de banda larga sem fio. “Estamos com dois clientes em beta teste e as vendas começaram em dezembro, mas esperamos aumentá-las a partir de janeiro.” O serviço está disponível apenas no Rio de Janeiro, mas a expectativa é que até o fim de 2009 esteja em funcionamento nas nove maiores capitais do País.
Neste primeiro momento, a telco espera vender uma base de cem pacotes por mês no Rio, número que deve aumentar de acordo com a expansão da rede. O produto é oferecido nas velocidades de 1 Mbps, 2 Mbps e 3 Mbps.
A companhia não abre o investimento e nem a expectativa no longo prazo, mas se mostra otimista, sobretudo, para quando o serviço for expandido a outras cidades. Além disso, o executivo explicou que o modelo de parceria (a infra-estrutura é locada da MTEL e da Bull) “garante a rentabilidade” do negócio.
O pré-WiMAX não é regulamentado pela Anatel. No caso do serviço da Intelig, vai operar a partir de antenas instaladas em diversas regiões que cobrem uma área de três a cinco quilômetros.
A licitação de freqüências pra prestação de serviços de WiMAX foi embargada pelo Tribunal de Contas da União. A agência revogou o processo em junho deste ano, mas uma nova licitação ainda não ocorreu. Segundo declarações do ministro das Comunicações, Hélio Costa, uma nova deve ocorrer no início do próximo ano.