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Claro ignora crise e investe R$ 2 bilhões

Operadora repetirá investimento de 2008 com foco na implantação de 3G

Publicado: 01/05/2026 às 22:29
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3 minutos
Claro ignora crise e investe R$ 2 bilhões
Construção civil — Foto: Reprodução

A Claro vai investir R$ 2 bilhões ao longo do ano que vem em capacidade de rede e implantação de terceira geração (3G), afirmou o presidente da empresa, João Cox.

Trata-se do mesmo total aplicado este ano, embora 2008 tenha marcado a compra de faixas de espectro de freqüência de 3G que representou desembolso adicional de R$ 1,4 bilhão.

Ainda assim, repetir o investimento deste ano em 2009 significa encarar a crise mundial do setor financeiro como uma oportunidade. “Como fazemos boa gestão de caixa e somos eficientes na economia de custos, podemos usufruir da turbulência como uma oportunidade de crescimento”, disse Cox.

O executivo baseou sua previsão principalmente no fato de a empresa não carregar dívidas. “Na escassez de crédito, um banco vai preferir emprestar para uma empresa que têm dívida ou uma que não tem?”, comparou.

Ser parte de um grande grupo que possui elevado poder de compra de equipamentos e aparelhos telefônicos representa um diferencial importante, continua.

A Claro é subsidiária integral da América Móvil, do mesmo grupo da Telmex, pertencentes ao bilionário Carlos Slim. O ranking mundial do setor classifica a Claro como o quarto maior em quantidade de clientes, o que lhe dá escala e condição de negociação favorável com fornecedores.

O lado do cliente

Da parte do cliente, a telefonia celular é vista como parceira à medida que oferece um serviço essencial a preços mais baixos que a fixa. “Na fixa você paga R$ 40 por mês usando ou não usando. Na celular, pelo menos, você usa um montão”, afirmou.

E se a crise mundial vai levar todo mundo a rever custos, todos vão querer falar mais por menos e o pré-pago tende a crescer e ganhar volume. E a forma de estimular isso é subsidiar aparelhos. Logo, o problema que o presidente da Claro está vilumbrando nos próximos meses é a oscilação do dólar.

“Como os telefones têm forte componente importado, o custo do dólar pode ser um problema”, disse. Até aqui, como se sabe, as operadoras estão trabalhando com dólar fixado em R$ 1,90, uma iniciativa da Nokia que foi seguida pelos outros fabricantes com o objetivo de manter suas fatias respectivas de mercado.

Por outro lado, os contratos estarem limitados em um ano, conforme definição do governo, significa que os subsídios terão de cair. “Não há mágica”, disse.

A carga tributária sobre os serviços de telecomunicações, de 35% a 40%, é vista como elevada e contraproducente, afirmou o diretor Antonio Brito.

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