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Abinee teme atraso nos investimentos

Associação vê adiamento de projetos neste primeiro trimestre e prevê também crescimento abaixo do esperado no setor de informática

Publicado: 02/05/2026 às 04:48
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Abinee teme atraso nos investimentos
Construção civil — Foto: Reprodução

Apesar das declarações das operadoras de telefonia de que o volume de investimentos não deverá ser menor que o de 2008, próximo dos R$ 20 bilhões, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) teme postergação de projetos.

O diretor da área de telecomunicações, Paulo Castelo Branco, acredita que pode haver adiamento de projetos a partir deste primeiro trimestre, especialmente daqueles não vinculados às obrigações dos compromissos assumidos pelas empresas que compraram licenças de terceira geração e da portabilidade numérica.

As operadoras de celular se comprometeram a levar redes móveis a quase 2 mil cidades onde ainda não havia o serviço celular, todas de pequeno porte, e uma parte será atendida este ano.

Já o processo de portabilidade numérica, iniciado no ano passado, deverá ser concluído em todo o Brasil até 2 de março deste ano, pelo cronograma acertado entre operadoras e Anatel.

Dados levantados pela Abinee indicam que, em 2008, a área cresceu 21% sobre 2007, gerando faturamento de R$ 21,1 bilhões.

Segundo Castelo Branco, o setor vinha com bom desempenho, mas a desvalorização brusca do real “causou descompasso nos contratos, pois nem operadoras nem fornecedores de equipamentos previam variação de tal monta em prazo tão curto”.

O executivo, entretanto, não reduziu sua expectativa para 2009 e acredita que as taxas de crescimento do setor devem ficar similares às de 2008.

Informática cresce menos

Para o diretor da área de informática da Abinee, Antonio Hugo Valério Jr., o segmento vinha apresentando bom desempenho até setembro do ano passado, em razão das medidas de desoneração, do real valorizado contra o dólar, que reduz custos de produção, e do uso de ferramentas de eficiência.

O faturamento do setor cresceu 11%, para R$ 34,9 bilhões de reais – a maior fatia entre os setores cobertos pela associação.

Diante da valorização brusca do dólar contra o real desde outubro, Hugo Valério prevê crescimento “abaixo das expectativas”.

 

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