Estudo divulgado nesta quinta-feira (29), pela McAfee, mostrou a opinião de mais de 800 CIOs em relação aos riscos da informação corporativa
O roubo de dados e cibercrimes custaram às empresas, em todo o mundo, cerca de US$ 1 trilhão. A constatação é de um estudo elaborado pela McAfee e apresentado, nesta quinta-feira (29/01), durante o Fórum Econômico Mundial, que acontece em Davos, Suíça.
O relatório, chamado de “Economias Desprotegidas: Proteção de Informações Vitais”, traduz a opinião de 800 CIOs entrevistados nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Japão, China, Índia, Brasil e Dubai.
A proposta do estudo foi examinar onde são armazenadas as informações e como são perdidas. Pelas respostas dos participantes, a estimativa é de uma perda conjunta de US$ 4,6 bilhões em propriedade intelectual, apenas em 2008. Além disso, projeta-se um gasto de US$ 600 milhões na reparação de danos causados pela violação dos dados.
Crise
Os CIOs que participaram do estudo se mostraram preocupados com o risco que a crise financeira mundial pode representar para segurança dos dados. Para 39% dos entrevistados, o atual ambiente econômico deixou as informações mais vulneráveis.
Outra constatação do estudo é que países emergentes investem mais em segurança. Brasil, China e Índia gastam mais em segurança que Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos e Japão.
Em relação ao local para melhor armazenar os dados, verificou-se que China, Paquistão e Rússia foram apontados como zonas problemáticas, por motivos culturais, legais e econômicos: 26% disseram evitar o armazenamento de propriedade intelectual na China. Em contrapartida, 74% dos chineses acreditam que os Estados Unidos representam maior ameaça à propriedade intelectual.