Elevado número de internautas e adesão ao internet banking podem favorecer roubo de dados
A Gemalto, que atua em segurança digital, enxerga potencial significativo de mercado no Brasil, país que possui duas características que, combinadas, elevam a níveis perigosos os casos de roubo de identidade digital – a oferta farta e sofisticada de soluções bancárias eletrônicas e o volume elevado de internautas.
A diretora de comunicação e marketing da empresa no Brasil, Natália Fakhri, diz acreditar que a vida corrida das grandes cidades é um fator de expansão do uso da internet banking e, com ele, deveriam andar junto os sistemas básicos de segurança como o “token” e o cartão com chip.
Ambos os dispositivos asseguram ao usuário final a segurança de trafegar dados sigilosos pela internet sem risco de clonagem e uso indevido de seus fundos bancários. O “token” vem sendo distribuído por alguns bancos e consiste num gerador de senha dinâmica que assegura ao banco que aquele personagem que está na outra ponta, pela internet, e que pode estar em casa ou em qualquer lugar, é o verdadeiro correntista e deve receber autorização para efetuar transações financeiras.
Existe um número de série e uma senha aleatória gerada a cada movimento que deve coincidir com a do “gateway” de autenticação do banco, por intermédio de chaves mestras criptografadas.”Mesmo que o cliente tenha sido vítima de uma ação de clonagem e tenha fornecido sem querer o nome, agência e conta bancária e até a senha alfanumérica, a senha eletrônica (token) poderá livrá-lo do risco de ver seus recursos mudando de mãos.”