No ano passado, a Oi conquistou cerca de 8,7 milhões de novos clientes
A operadora de telefonia móvel Oi encerrou 2008 com receita bruta
consolidada de aproximadamente R$ 27,2 bilhões, aumento de 8,1% em
relação à do ano anterior. A receita líquida subiu 6,6%, para R$ 18,7
bilhões.
O lucro líquido foi de cerca de R$ 1,2 bilhão. A comparação do
resultado de 2008 com o de 2007 mostra recuo de 50,2% refletindo itens
não-recorrentes que afetam a análise comparativa. Em 2008, além do
aumento das despesas financeiras, houve efeitos não-recorrentes
negativos relacionados à operação de compra da BrT e, em 2007, impactos
positivos, principalmente, de reversão de provisões.
Já o Ebitda (lucro antes de despesas financeiras, impostos,
depreciações e amortizações) consolidado atingiu R$ 6,068 bilhões,
queda de 6,9% em relação a 2007. O resultado, contudo, de acordo com a
empresa, foi influenciado pelos eventos não-recorrentes que também
afetaram o lucro. Desconsiderando esses efeitos, o Ebitda teria
atingido R$ 6,451 bilhões, com avanço de 1,6% em relação a 2007.
No ano passado, a Oi conquistou cerca de 8,7 milhões de novos
clientes, a maior adição líquida já registrada em um ano. No fim de
dezembro, a Oi contabilizava 40,4 milhões de usuários, sendo 13,9
milhões em telefonia fixa, 24,4 milhões em telefonia móvel, 2 milhões
em banda larga (sendo 1,965 milhão em ADSL e 51 mil em cabo na Oi TV).
A empresa superou em mais de 3 milhões de clientes a previsão que havia
feito no início do ano passado para sua base de usuários.
Lançado em outubro, o serviço de telefonia móvel em São Paulo
terminou 2008 com dois milhões de clientes, marca recorde para uma
operação de apenas dois meses. Em sua área original de atuação (Região
I, formada por 16 estados das regiões Sudeste, Nordeste e Norte), a Oi
consolidou sua liderança, com participação de mercado de 30,3% em
dezembro (ante 26,9% do fim de 2007).
“Encerramos o ano passado como a empresa com maior margem
Ebitda da telefonia móvel e, ao mesmo tempo, a que teve o maior
crescimento percentual de sua base de clientes, mesmo se
desconsiderarmos os números de São Paulo e da Amazônia Celular”, disse
o diretor de Finanças e Relações com Investidores da empresa, Alex
Zornig.