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Celular pré-pago fará autorrecarga

Serviço será lançado em abril e abrirá oportunidades para que outras transações financeiras sejam feitas pelo aparelho

Publicado: 06/05/2026 às 20:09
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Celular pré-pago fará autorrecarga
Construção civil — Foto: Reprodução

Os donos de telefone celular pré-pago vão poder, a partir de abril, recarregar o telefone pelo próprio celular, mesmo quando o crédito estiver zerado. A novidade atingirá mais de 80% dos 152 milhões de usuários brasileiros que dão preferência a esse modelo de tarifação, e será resultado de lançamento da SupportComm, integradora e licenciadora de conteúdo que decidiu investir no segmento de pagamentos por celular.

O serviço de recarga é só o começo de uma série de transações financeiras que a companhia planeja viabilizar este ano, afirmou o presidente Alberto Leite. “Vai ser possível pagar o McDonalds, táxis e muitas outras coisas”, afirmou. “O valor desse serviço é percebido pelo cliente de imediato”.

A idéia da SupportComm é facilitar a vida do cidadão, já que a penetração do celular tem crescido a níveis de país desenvolvido. Além disso, embora existam várias alternativas para recarregar o telefone , nada é tão simples como usar o próprio aparelho, bastando ter cartão de crédito ou débito.

Até o momento, é necessário um deslocamento até a banca de jornais ou a um caixa de supermercado, onde se compra um cartão ou um código eletrônico. Depois o usuário liga para o callcenter da operadora, informa o código adquirido e recebe o crédito. Outra possibilidade é usar o meio da internetbanking e obter o crédito pela conta corrente.

Crescimento por aquisição

De olho também em segmentos de negócio de mensagem por celular, a SupportComm está concluindo a compra da isralense Bee Contact, que atua em duas áreas de seu interesse: integração de conteúdo e SMS corporativo. “Estamos acabando de triturá-la e absorver-lhe a cultura”, disse Leite a respeito da recente aquisição, em negócio que atingiu R$ 800 mil e foi concluído em março, depois de meses de negociações. Outras aquisições são previstas, diante de mercado tão promissor.

A Bee Contact complementou o negócio de conteúdo, no qual a SupportComm já atuava, agregando direitos e contratos sobre imagens e músicas. Por outro lado, a divisão de SMS Corporativo foi uma novidade que a SupportComm vai inserir em seu portfólio nos próximos meses.

O serviço tem muito futuro ao tornar mais eficiente a operação de muitas áreas de negócios, sem trazer custos. Quem está habituado a utilizar cooperativas de táxis conhece a facilidade de receber uma mensagem confirmando o pedido, repetindo endereço e indicando o horário previsto de chegada do carro, que é identificado por número.

As seguradoras são outro ramo que tem muito a usufruir do SMS corporativo, indicando chamado de sinistro e fornecendo detalhes do atendimento ao cliente roubado ou acidentado. Para os casos de cobrança, o SMS é mais que eficiente, dispensando o callcenter, a carta antes enviada para a residência do inadimplente ou até a presença de um cobrador. “Tudo fica facilitado sem ser invasivo”, avaliou Leite.

O executivo garante que enviar mensagens corporativas é mais seguro do que utilizar o SMS comum, por meio das operadoras, que têm enfrentado enfileiramento e trafegado as mensagens com atrasos frequentes.

“O SMS corporativo é adquirido pela integradora em pacotes de atacado, por isso trafega por um caminho exclusivo e reservado”, disse. A Vivo será a primeira parceira no SMS corporativo, em 15 de abril. Até setembro serão incorporadas as demais operadoras móveis, informou Leite.

Os investimentos para oferecer o serviço foram de R$ 2 milhões, além da aquisição da Bee Contact, informou Leite.

E a perspectiva de receita é de R$ 4,5 milhões em nove meses, a partir de R$ 500 mil mensais de abril em diante.

Com isso o faturamento da SupportComm atingirá em torno de R$ 32 milhões este ano, pelo menos, depois de ter sido de R$ 26 milhões no ano passado e R$ 22 milhões em 2007.

Na perspectiva de receita, Leite já incluiu uma redução de 10% a 15% no tráfego de conteúdo do ano passado, por conta da crise. “Em dezembro passado, a queda nos surpreendeu, tendo atingido 20% sobre o mês idêntico do ano anterior”.

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