Operadora assumiu vice-liderança do mercado no ano passado e tem como meta atingir a liderança, hoje com a Vivo
A Claro, segunda maior operadora de celular do Brasil, prevê crescimento em um ritmo mais veloz que as demais concorrentes – Vivo, Oi e TIM -, mesmo considerando que o mercado cresça em 2009 a taxas menores que as do ano passado.
Essa é a estimativa do presidente da empresa, João Cox, que participou do evento Reuters Latin American Investment Summit. A empresa ultrapassou a TIM em setembro do ano passado, assumindo a segunda posição, e hoje está a quatro pontos percentuais da líder do mercado, a Vivo.
A Claro é controlada pela América Móvil, coligada do grupo mexicano Telmex, do megaempresário Carlos Slin Helú, e maior companhia de telefonia celular da América Latina.
Desde que chegou à companhia, em 2006, Cox traçou a meta de levar a Claro à primeira posição no mercado brasileiro, mas nem por isso a companhia pensa em abrir mão da rentabilidade.
“A Claro já é a empresa que mais cresce em telefonia celular no Brasil, mas a gente tem procurado encontrar um equilíbrio entre rentabilidade e crescimento”, afirmou.
O executivo lembra que em 2005 as margens da companhia eram negativas, mas desde 2006 passaram a positivas – e com ganho de participação de mercado.
De capital fechado, a Claro não divulga a última linha do balanço, mas o demonstrativo da controladora América Móvil indica que a margem Ebitda da subsidiária brasileira foi de 25,6% da receita entre janeiro e março deste ano, bem abaixo dos 29,8% de um ano antes.
A participação da companhia entre os assinantes brasileiros, no entanto, passou de 24,99 % em 2007 para 25,76% em março deste ano, de acordo com os números da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Cox disse que a operadora não sentiu sinais de crise até agora e que, mesmo no último trimestre do ano, considerado o auge da crise financeira global, “foi um período de recorde de vendas para a Claro no País”.
Aparelhos duram mais
Segundo ele, o que se nota, no Brasil e no mundo, é que “as pessoas estão ficando mais tempo com os aparelhos”, ou seja, demoram mais para trocá-los por novos modelos, com mais recursos tecnológicos.
A venda dos serviços de voz e de dados, no entanto, segue seu ritmo. “A telefonia celular entrou em um ciclo virtuoso do qual eu espero que não saia tão cedo”, afirmou.
Só no primeiro trimestre o mercado cresceu 2% em relação ao encerramento de 2008, “mais que o crescimento esperado para toda a economia no ano todo”, ponderou o executivo.
Para garantir a expansão mesmo com a competição acirrada, a portabilidade numérica e um ritmo mais lento do consumidor, a Claro aposta em uma oferta segmentada. “Se o cliente quer aparelho, damos subsídio ou até o aparelho de graça. Se ele quer um novo plano, temos um específico para seu consumo e assim por diante.”