Operadora divulgou resultados financeiros do primeiro trimestre e ainda contabiliza despesas com integração da BrT
Apesar de aumentar sua base de clientes, a Oi assistiu a variações negativas em seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2009. Em geral, de acordo com a companhia, os números que sofreram redução tiveram influência do aumento da dívida líquida, despesas com a integração da BrT e custos referentes ao início das operações em São Paulo. O lucro da companhia, por exemplo, passou de R$ 564 milhões nos primeiros três meses de 2008 para R$ 11 milhões no período atual.
Durante a teleconferência para divulgação dos resultados, o diretor de finanças e relação com investidores da companhia, Alex Zornig, ressaltou que a empresa conseguiu ampliar sua participação no mercado de telefonia móvel, chegando a 21% de share. Sobre as operações em São Paulo, o executivo afirmou que a operadora está satisfeita com os números atingidos e adiantou: “chegamos a três milhões de clientes na semana passada e lançaremos o serviço 3G na próxima semana”. Ele fez uma ressalva sobre o faturamento no mercado paulista, que ainda gera custo elevado. A previsão, de acordo com o executivo, é iniciar um período de ganhos em 2010.
O Ebitda (que é o lucro antes de amortizações, depreciações e impostos) registrou queda de 8%, somando R$ 2,377 bilhões. Por outro lado, a receita líquida apontou variação positiva de 3,5%, totalizando R$ 7,5 bilhões, resultado, segundo a empresa, permitido pelo crescimento da telefonia móvel e dos ganhos com transmissão de dados. Zornig lembrou que este é o primeiro balanço que integra números da Brasil Telecom e também as operações da empresa em âmbito nacional (as operações em SP começaram em outubro de 2008).
A dívida líquida da Oi teve forte crescimento e passou de R$ 9,8 bilhões no final de 2008 para R$ 19,2 bilhões em março deste ano, resultado, de acordo com o diretor de finanças, da consolidação da dívida pela compra da BrT e também do uso do caixa para assumir o controle da companhia adquirida. “Queremos alongar o prazo de vencimento e temos conseguido com captações”, lembrou.
O primeiro trimestre foi encerrado com uma boa base de clientes para a Oi, sendo: 21,8 milhões em telefonia fixa, 32 milhões em móvel e 4 milhões de banda larga.
A integração com a BrT deve começar a ter sinergia prevista a partir do segundo semestre deste ano e ao longo de 2010. Nesse meio, a área de TI deve passar por mudanças, mas tudo por etapas. A área de data Center, por exemplo, como explicou Zornig, será consolidada. Hoje a BrT tem seis DC e a Oi outros três. “Queremos trabalhar com quatro ou cinco”, avisou.
Já a parte de sistemas é algo de deve levar mais tempo. Embora as duas empresas usem software de gestão da SAP, a versão da BrT é mais atual e, no curto prazo, continuará desta forma.