Estudo divulgado pela Symantec revela ainda que virtualizaçao de servidores motivou revisão dos planos de recuperação
Quando algum tipo de desastre atinge uma companhia o prejuízo é certo. As cifras variam de acordo com o tipo do acontecimento e também com o tempo de inatividade. Em média, as empresas no Brasil e no México, têm prejuízo de US$ 297 mil por cada incidente, US$ 10 mil a mais que a média mundial, segundo aponta Pesquisa Symantec 2009 sobre Recuperação de Desastres. O estudo mostra também que para 60% das empresas entrevistadas nesses dois países a maior preocupação durante qualquer incidente é a perda de dados.
Para o gerente comercial da Symantec, Vicente Lima, chamou a atenção, por exemplo, o fato de o tempo de recuperação não ter sido a mais citada, já que o custo da inatividade é alto. Além da perda de dados, as companhias se mostraram preocupadas com os danos na fidelidade do cliente (46%) e redução na produtividade dos funcionários (46%).
O levantamento, realizado entre maio e junho deste ano, revela que a falta de energia elétrica foi o principal fator que levou à execução do plano de recuperação de desastres, com 58% dos casos. “Não me espantou”, afirma Lima. “O sistema (elétrico) é frágil, ainda compromete e está fora do controle das empresas”, continua.
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As falhas de software e hardware, com 56%, e as ameaças externas, como vírus e hackers, com 54%, completam as três principais causas para o acionamento dos planos. No caso dos problemas com hardware, Lima acredita haver forte relação com a virtualização de servidores. O executivo conta que antes cada atividade estava em um equipamento e, com a onda de máquinas virtuais, você tem 20 em um. “Se ela para, tudo fica fora do ar. Impacta em custos”, comenta.
Isso não significa, entretanto, que o conceito de virtualização deva ser abandonado ou que seus benefícios estejam sendo questionáveis. Para Lima, o que ocorre é que pós-virtualização, aumentou a complexidade e muitas empresas não se atentaram para rever seus planos de recuperação de desastres, que precisam ser diferenciados na existência de máquinas virtuais.
O estudo mostrou, por exemplo, que 20% das empresas entrevistas não testam servidores virtuais. “Eles absorvem os benefícios, mas não dão atenção para a recuperação de desastres.” Por outro lado, 74% das companhias consultadas disseram ter revisto os planos de recuperação por conta da virtualização.
Um ponto positivo mostrado na pesquisa é que o tempo de restabelecimento vem passando por grande evolução. Em 2006/2007, as empresas levavam 24 horas para recuperar a situação, em 2008 esse prazo caiu para 8 hora e, agora, está variando entre 3 e 4,25 horas. De acordo com Lima, dentro da média mundial.