Companhia contratou 350 atendentes, está reciclando equipe de vendas e descredenciará prestadores que cometerem muitos erros
Depois de completar a primeira etapa do plano de estabilização e ampliação da rede, para atender a determinações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Telefônica informou que trabalha também na melhoria das centrais de atendimento ao cliente, sobretudo as que efetuam a comercialização do serviço de internet banda larga Speedy. “Queremos recuperar a confiança dos nossos clientes”, declarou Antonio Carlos Valente, presidente da companhia em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (17/07).
A operadora apresentou uma série de medidas tomadas para que haja qualidade nas vendas, quando elas forem liberadas pela Anatel, que suspendeu a comercialização do Speedy em 22 de junho. As mudanças vão desde remuneração variável atrelada à qualidade da venda, passam pela contratação de 350 atendentes e reciclagem dos vendedores, chegando à revisão dos contratos com os canais de venda, aumentando a penalidade em casos de erros graves que caracterizem vendas indevidas.
De acordo com Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica Brasil, revendas com alto índice de erros poderão ser descredenciada. O executivo explicou também que será feita uma redução no número de promoções com o Speedy. Antes de a Anatel suspender a venda do produto, a companhia trabalhava com cerca de 40 tipos ofertas.
“A Telefônica é uma grande empresa e as pessoas têm confiança de que a companhia possa resolver esses problemas”, comentou Valente, ao falar sobre uma sondagem com consumidores onde se avaliou possíveis danos à marca da operadora por conta das panes ocorridas desde o ano passado.
A companhia possui mais de 2,6 milhões de clientes Speedy, entre usuários residenciais e acessos de pequenas e médias empresas. Além disso, dependem do serviço da operadora grandes grupos empresariais sediados nos Estado de São Paulo. Isso sem contar os serviços públicos. A Prefeitura de São Paulo, por meio da Prodam, tem em torno de nove mil acessos, enquanto o governo paulista possui 13 mil acessos e tem cinco mil escolas com internet.
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