Há um mundo novo sendo desenvolvido para os softwares de acesso à web. Algo que mudará a forma como lidamos com a internet
Os navegadores têm ligação intrínseca com o desenvolvimento da web. Desde que foram criados, em 1990, ele revolucionaram a forma como as pessoas acessam e consomem conteúdo na internet. A evolução destes softwares está intimamente relacionada com o conceito de hipertexto e seu protocolo de transferência, o HTTP. Ou, pelo menos, tinham.
O futuro reservado aos navegadores é algo ainda indefinido. Pode ser mais do mesmo ou uma inovação tão grande que pode fazer toda a preocupação de substituir ou não o Internet Explorer 6 (tema desta série de reportagens) uma discussão completamente fora de contexto. Isso porque a evolução mais festejada hoje em dia é o uso do navegador como o sistema operacional.
Os softwares Eye OS e Ground OS já dão indícios do que pode vir por aí. Porque são, na verdade, sistemas operacionais que se parecem com navegadores. Após o usuário apertar o botão para ligar o computador, são eles que aparecem no lugar de uma tela, por exemplo, do Windows.
É um conceito que ainda está no início, apesar do razoável interesse que tem causado na comunidade ligada em novidades tecnológicas. Mas já há um grande interessado nisto tudo: o Google. A empresa já conta com seu protótipo desta espécie de browser operacional ou seja lá qual for o nome que se dê a isso. É o Chrome OS (leia série de reportagens sobre ele).
Como tudo que tem caracterizado a empresa, o Chrome OS traz uma interface simples e limpa. Ele é leve, segundo os primeiros benchmarks realizados, traz possibilidade de integrações futuras com aplicativos a serem desenvolvidas em Android. O anúncio oficial, de julho, pode ser conferido nesse link. Mas uma coisa já podemos ter certeza. Esse tipo de produto veio para trabalhar na nuvem e seguir o desenvolvimento dos navegadores ao longo da história.
Basta olhar o próprio Chrome ou o Internet Explorer 8. A barra de endereços do Crome é um modo de facilitar buscas diretamente na Internet, quase um Google.com dentro do navegador. Já o IE 8 se mostra primoroso ao oferecer um módulo de compatibilidade com versões antigas para facilitar a vida de usuários. São aplicativos que aos poucos vão ganhando o espaço do navegador.
E o que isso tem demais? Simples, eles mostram o que marca a evolução dos browsers. Se no começo eles eram somente uma interface de acesso a conteúdos, hoje eles já são agregadores mais complexos, que definem nossa experiência digital. “O novo patamar para o desenvolvimento dos browsers é na nuvem”, diz o diretor de comunicação e assuntos públicos do Google Brasil, Felix Ximenes.
Mas, para o executivo, embora haja grandes promessas no que pode ser conferido atualmente no mercado, há muito o que ser desenvolvido. “O navegador precisa aguentar ou evitar o crash que vemos hoje, ele não pode travar totalmente só porque um dos aplicativos deu problema”, explica. Além disso, todo esse mundo novo dependerá de uma boa infraestrutura pública de Internet. “Será um mundo muito mais conectado e não poderá haver limitações para o uso de aplicativos, mesmo que sejam mais pesados”, completa Ximenes. O navegador não será mais apenas uma interface de acesso a conteúdos, será uma plataforma de interação entre aplicativos também.
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Esta é a quarta e última de uma série de reportagens que o IT Web publica sobre o futuro do Internet Explorer 6. Confira o especial completo.