Fabricante chinesa espera vender 100 mil unidades do telefone no primeiro trimestre de 2010
A chinesa ZTE traz ao Brasil um celular carregado por energia solar. O S312 é produzido com materiais reciclados e possui um painel para captura de raios do sol que permite carregar sua bateria depois de duas horas de exposição.
O aparelho, endereçado a população de baixa renda, chega ao País no início de 2010. “Nossa meta é vender em, pelo menos, duas operadoras brasileiras”, comenta Eliandro Ávila, presidente da fabricante no Brasil, projetando vendas de 100 mil unidades já nos primeiros três meses.
Na modalidade pré-paga, o preço sugerido pela fabricante para o consumidor final é de R$ 199. “Mas depende da oferta da operadora”, antecipa o executivo. Se os negócios em solo brasileiro forem bem, o executivo não descarta a fabricação local, por meio de um parceiro.
O produto já está disponível em 15 países e, desde seu lançamento, vendeu 300 mil unidades. O mercado potencial, no mundo todo, calculado pela empresa chinesa para o produto é de 1,6 bilhão de pessoas. Caso alguém tenha dúvidas, a fabricante garante: a bateria carrega em dias de chuva.
Dentro da estratégia de focar em nichos de mercado, a ZTE também lançou uma linha de telefones celulares direcionados a usuários da “terceira idade”. Com as teclas maiores do que um aparelho convencional, o S302 possui funcionalidades como o botão SOS que liga e envia mensagens automaticamente para outros telefones, além de acionar o modo viva voz. O preço sugerido é R$ 299.
Há um ano e meio a ZTE introduziu sua marca no Brasil. Até então, atuava no mercado nacional por meio de uma parceira de negócios. Com os lançamentos recentes, a companhia soma seis modelos comercializados localmente.
A empresa calcula que os negócios no País cresceram acima de 200%. Em 2009, a projeção de expansão gira entre 100% e 150%. Atualmente, são cerca de 300 funcionários locais.
Para 2010, a companhia pretende introduzir no mercado nacional três aparelhos de seu portfólio com a plataforma Android. Além disso, a ZTE afirma ter 60% do mercado brasileiro de modem 3G. Para os próximos doze meses, a ideia é apresentar mais um dispositivo que permitirá, além de acesso, conteúdo de TV digita.
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