De acordo com o presidente da operadora, a alta carga tributária inibe o crescimento de infraestrutura de internet de alta velocidade
O crescimento acelerado do mercado de notebooks e netbooks impacta diretamente no incremento da banda larga móvel. Neste cenário, a questão fundamental centra-se no tempo necessário para viabilizar o desenvolvimento necessário para prover banda larga móvel capaz de suportar o avanço destes dispositivos móveis. “Neste ano, apenas as vendas de notebooks vão superar a venda total de computadores de 2005. Em seis meses, a banda larga móvel passou de 2,1 milhões de acessos para 4 milhões, um incremento de 90%, enquanto a banda larga fixa teve crescimento de 8%”, assinalou o presidente da Claro, João Cox, durante palestra na Futurecom 2009.
No entanto, levar a banda larga para todo território brasileiro depende, na visão de Cox, de um pacto nacional entre governo, sociedade e iniciativa privada. O acordo seguiria, por exemplo, padrões como os estabelecidos na época da privatização do Sistema Telebrás. “Não há como discutir aumento da banda larga sem falar de carga tributária. A carga fiscal da telefonia de 42% a 46% é muito alta e está dez pontos porcentuais mais alta que a de dez anos atrás. Além disto, setores como o de armas, munição, perfumes e cigarros pagam bem menos”, enfatizou. Cox também salientou que o governo tem de definir padrões para os leilões de espectro.
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Confira a cobertura completa da Futurecom 2009.