Para Luiz Eduardo Falco, a sociedade conectada passa pela definição dos papéis das operadoras
Preparar o Brasil para a sociedade conectada passa por desafios da construção da infraestrutura para banda larga. É o que o presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, chama de terceira onda das telecomunicações – depois da primeira, de telefonia fixa, e da segunda, de telefonia móvel. No entanto, a rede será apenas um pilar do cenário que aponta. “Hoje, temos voz, vídeo e dados chegando pela rede fixa e móvel e há certa competição entre elas. Mas isto não é importante, porque daqui a pouco rede será agnóstica. Ser fixo ou móvel será irrelevante”, defende Falco.
A principal questão a ser discutida sobre esta rede que vai agrupar todos os serviços é qual papel que cada player vai desempenhar. Contudo, cabe uma discussão preliminar sobre a composição dos investimentos feitos pelas operadoras. “No mundo, hoje, 50% das receitas das telcos vão para infraestrutura e a outra metade para serviços. Mas isto vai mudar. A parte de infraestrutura ficará com menos de 50% e haverá um aumentando de investimentos para serviços”, aponta Falco.
Assim, às operadoras caberá um novo papel. Elas seguirão como forneceras de voz e dados, mas evoluem para se tornar um player mais importantes e de valor agregado. Para isto, destacou Falco, terão de firmar parcerias com outras empresas para diversificar os serviços.
Falco acredita ser “simples” colocar em prática esta rede de infraestrutura de banda larga. “Basta reunir a turma que conhece o Brasil e a que tem o plano. Mas qualquer que seja o plano nacional de banda larga ele precisa ser sustentado e eficiente. Outra coisa é a utilização da infraestrutura existente.”
Um caminho seria, segundo ele, parcerias público-privado, com o governo criando incentivos para os investimentos das telcos, como exoneração de tributos, adequação de regras que restringem a implantação, novas outorgas e liberação de fundos.
Falco também aproveitou sua palestra na Futurecom 2009 para exibir o que a Oi vem fazendo, segundo ele investimentos de R$ 42 bilhões desde 1998. “Estamos colocando backhaul em localidades remotas e chegaremos a 5 mil municípios. É preciso construir e aprimorar a infraestrutura, porque o conteúdo será feito e compartilhado ao mesmo tempo, por todos e para todos.”
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Confira cobertura completa da Futurecom 2009.